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Editorial: sobre a primeira dama, o capacho, a vaidade, a lealdade cega e o vazio político no grupo de Bocalom

A política acreana assiste a um espetáculo constrangedor protagonizado pelo grupo do prefeito Sebastião Bocalom. A possível candidatura ao governo não revela estratégia nem projeto. Revela disputa interna, vaidade e uma briga por espaço que expõe a fragilidade de quem deveria estar governando.

De um lado, a primeira-dama Kellen Bocalom tenta se colocar como candidata à Câmara Federal sem apresentar qualquer resultado concreto que justifique essa ambição. Sua presença pública se resume, em grande parte, a aparições ao lado do prefeito, em vídeos que passam longe de qualquer entrega real à população.

Do outro, aparece João Marcos Luz, ex-secretário de Assistência Social, derrotado nas últimas eleições e conhecido muito mais pela bajulação do que por trabalho. Não existe marca de gestão, não existe política pública relevante vinculada ao seu nome. O que existe é um histórico de confusão, embates com o Ministério Público, problemas com moradores de rua e brigas com vereadores da própria base, que nos bastidores o trataram como “x9”.

A tentativa de transformá-lo em candidato a deputado federal não tem relação com preparo ou serviço prestado. Tem relação com fidelidade pessoal. É a política do prêmio ao aliado mais submisso.

Nesse cenário, o secretário da Casa Civil Valtim José completa o quadro. Ao lado de João Marcos Luz, é visto como um dos responsáveis por um governo que não consegue dialogar nem com a própria base. A articulação política virou sinônimo de desgaste, ruído e isolamento.

O que fica evidente é um grupo que não apresenta resultado, não apresenta direção e não apresenta respeito com o interesse público. As decisões passam longe da população e giram em torno de conveniência, proximidade e interesses internos.

A disputa entre a primeira-dama e o aliado mais fiel do prefeito não mostra força política. Mostra desorganização, falta de critério e um vazio evidente.

E no meio disso tudo, o Acre segue sem resposta, assistindo a mais um capítulo de uma política que fala muito de poder e quase nada de entrega

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