Em Bogotá, Lula participa de cúpula da CELAC e reforça alianças

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Em Bogotá, Lula participa de cúpula da CELAC e reforça alianças

O presidente Lula participa, desde 2023, de todos os eventos de alto nível da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos. Também na sexta, já ocorre a Reunião de Chanceleres desse décimo encontro da CELAC.

Segundo a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Padovan, a prioridade é a discussão dos principais desafios da região, como o combate à fome e à pobreza; a mudança do clima; e o combate ao crime organizado. Mas Padovan também ressaltou a importância das alianças, principalmente para a indústria brasileira.

“A América Latina e o Caribe é o destino de 40% das nossas exportações de manufaturados. Então, ao mesmo tempo que ela é menor, talvez no geral, mas em manufaturados quase a metade das nossas exportações vão para esse grupo de países, daí a relevância.”

A Cúpula também fará uma avaliação de várias iniciativas, como o plano de segurança alimentar e nutricional; o fundo de resposta a riscos e desastres naturais e climáticos; e a proposta de uma agência espacial. Ao final da Cúpula, que acontece em Bogotá, a Colômbia transmitirá a presidência da organização para o Uruguai.

O outro evento com a participação do presidente Lula será o primeiro fórum de alto nível CELAC África. A África, América Latina e Caribe tem fortes vínculos históricos e culturais. Juntos, são 55 países da União Africana e 33 países da Celac, somando 2 bilhões de pessoas entre as economias que mais crescem no mundo.

De acordo com o secretário de África e do Oriente Médio do Itamaraty, embaixador Carlos Duarte, o objetivo do fórum é retomar o diálogo com a África, que já existiu em outros encontros entre 2006 e 2013. Uma aliança que renova oportunidades para a economia brasileira, explicou o embaixador.

“E esse comércio em ascensão e as oportunidades unidades que ela oferece, por exemplo, só para dar um exemplo, no caso do Brasil, a o Brasil como grande potência agrícola, pode não só aumentar as suas vendas de produtos agrícolas, isso é uma grande parte da nossa pauta, para a África, como pode também investir para produzir na África, uma vez que condições climáticas e de solo, etc, são muito semelhantes ao que a gente encontra aqui no Brasil.”

Dezenas de especialistas das duas regiões debatem temas como agricultura, energia clima, saúde, segurança, reparações históricas, empreendedorismo, memória, comércio, economia, investimentos público e privado e infraestrutura da Rádio Nacional em São Luís, Gabriel Correa.

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