A embaixada dos Estados Unidos no centro de Bagdá, capital do Iraque, foi atacada por mísseis neste sábado (14), reportaram a agência Reuters e a imprensa iraniana. As fontes relataram fumaça no local, mas deram poucos detalhes sobre mais esse episódio da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Enquanto isso, Donald Trump voltou a ameaçar a infraestrutura petrolífera da Ilha de Kharg, terminal de exportação de 90% dos embarques de petróleo iraniano que fica a cerca de 500 km do Estreito de Ormuz.
Em um primeiro ataque, na última sexta-feira (13), o Comando Central dos Estados Unidos disse ter atingido mais de 90 alvos militares iranianos na ilha, como minas navais, bunkers e mísseis. A infraestrutura petrolífera não foi danificada.
O embaixador de Teerã na Índia disse que alguns navios indianos foram autorizados a navegar pelo Estreito de Ormuz, confirmando a exceção ao bloqueio que interrompeu 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural.
Não foi confirmado o número de navios indianos liberados. O tráfego pelo Estreito caiu 97% desde o início da guerra, de acordo com as Nações Unidas.
O Irã já usou táticas semelhantes de restringir o fornecimento de petróleo no passado. No conflito Irã-Iraque, nos anos 1980, os ataques a embarcações forçaram Washington a escoltar petroleiros pelo Estreito.
Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, o cerco iraniano desta vez, feito com novos armamentos, pode dificultar essa opção dos norte-americanos.
Além da ofensiva contra alvos militares, pelo menos 56 museus e monumentos históricos, incluindo patrimônios da humanidade, foram danificados pelos ataques de Israel e EUA, informou o Ministério do Patrimônio Cultural do Irã.
A imprensa iraniana também informou que pelo menos seis civis, incluindo um bebê de seis meses, foram mortos em um ataque de drones contra um prédio residencial no oeste do país neste sábado. Outras 31 pessoas ficaram feridas no ataque aéreo.
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