Países do Golfo Pérsico reportaram ataques na manhã desta quinta-feira (26), enquanto confrontos na região continuam pela quarta semana consecutiva.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado drones e mísseis provenientes do Irã na manhã de quinta-feira, garantindo ao público que “os sons ouvidos” são as defesas aéreas do país em ação. O Kuwait emitiu uma mensagem semelhante, afirmando que “quaisquer explosões que possam ser ouvidas são resultado de sistemas de defesa aérea interceptando alvos hostis”. Não especificou a origem das “ameaças de mísseis e drones” em curso.
O Bahrein alertou que as sirenes foram acionadas e instruiu seus residentes a se abrigarem no “local seguro mais próximo“.
Para muitos estados árabes do Golfo, suas cidades foram as mais afetadas pelos mísseis e drones iranianos, abalando sua sensação de segurança e semeando uma profunda desconfiança em relação aos seus vizinhos iranianos por muitos anos.
A maioria dos países da região, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein, agora considera o regime iraniano uma ameaça direta e de longo prazo à sua segurança e pode exigir o fim da guerra com garantias de segurança. Em contrapartida, países como Omã expressaram descontentamento com Israel e os Estados Unidos por terem iniciado a guerra contra o Irã.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã
