A manhã desta quinta-feira, 12, foi marcada por uma movimentação intensa de agentes da Delegacia Fazendária (DEFAZ) em um dos endereços mais nobres da capital. O alvo principal foi o empresário Francisco Alves Osório, amplamente conhecido no setor comercial como “Chicão do Atacadão Rio Branco”. O que era inicialmente o cumprimento de um mandado de busca e apreensão terminou em prisão em flagrante por posse irregular de munição.
Do Bairro do Bosque à Sede da Empresa
A ação policial teve início logo cedo na residência de Chicão, localizada no Bairro do Bosque. No local, os investigadores encontraram uma pistola calibre .380 e munições de calibre 9 milímetros. A posse dessas munições específicas foi o que fundamentou o flagrante imediato.
Não satisfeitos, os agentes estenderam a diligência até a sede da empresa do investigado, no Bairro Estação Experimental, onde a polícia realizou novas buscas e confirmou a apreensão de ainda mais munições, reforçando o cenário de irregularidade que culminou na condução do empresário à sede da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico e Investigação Criminal (DEIC).
Perfil: O Poder do Atacado sob os Holofotes da Polícia
Francisco Alves Osório, o Chicão, não é um nome qualquer no cenário econômico do Acre. À frente do Atacadão Rio Branco, ele se consolidou como uma das figuras mais influentes do setor de gêneros alimentícios e distribuição no estado.
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Influência Comercial: Chicão é conhecido pela postura arrojada nos negócios, gerindo um empreendimento que movimenta milhões e abastece grande parte do comércio local.
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Investigação Fazendária: O fato de a operação ser conduzida pela Delegacia Fazendária indica que o pano de fundo da investigação pode envolver questões de ordem tributária ou financeira, embora o flagrante de hoje tenha sido focado nas armas e munições.
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Contraste Social: A prisão de uma figura de tamanha envergadura econômica envia um recado claro das forças de segurança sobre a impessoalidade das investigações no estado.
O que acontece agora?
Chicão foi levado para prestar depoimento na DEIC. Por se tratar de posse de munição, o desfecho — entre o pagamento de fiança ou a manutenção da prisão preventiva — dependerá da análise da autoridade policial e da subsequente audiência de custódia.
A defesa do empresário ainda não se manifestou oficialmente sobre o armamento encontrado em sua residência e no local de trabalho.