A guerra no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após o ataque israelense contra o campo de gás iraniano South Pars. O local, que fica no Golfo Pérsico, é a maior jazida de gás natural do mundo. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra um campo de gás no Catar e contra outras instalações de energia na região do Golfo, aumentando as preocupações mundiais em relação à escalada da guerra e aumento no preço do petróleo.

Irã e Estados Unidos trocaram ameaças hoje (19) após os ataques a instalações de energia na região nesta quarta-feira. O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país irá atacar com zero moderação, caso haja novos bombardeios à infraestrutura energética do país.
Mais cedo, o presidente norte-americano, Donald Trump, havia dito que se o Irã atacar o Catar novamente, os Estados Unidos irão destruir massivamente todo o campo de gás de South Pars, com uma força que o Irã nunca viu ou testemunhou antes. Trump também afirmou que os Estados Unidos não sabiam que Israel atacaria o local. Fontes israelenses, porém, afirmam à agência de notícia Reuters, que o ataque a South Pars foi planejado em colaboração com os Estados Unidos.
Mesmo após as ameaças, hoje o Irã bombardeou uma refinaria de petróleo na cidade de Haifa em Israel. O governo israelense afirmou que os danos foram mínimos.
A escalada preocupa líderes mundiais. A Índia chamou os ataques às estruturas energéticas de inaceitáveis e países europeus e o Japão voltaram atrás sobre o Estreito de Ormuz e disseram que podem colaborar com os esforços para liberar o canal. Em um comunicado conjunto, os governos do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão, afirmaram também que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia.
Apesar dos apelos internacionais, os Estados Unidos dão sinais de uma guerra prolongada. Hoje, Trump disse que o Departamento de Defesa do país vai solicitar ao Congresso US$ 200 bilhões em fundos adicionais para a guerra.
Mais cedo, o secretário de defesa do país, Pete Hegseth, afirmou que não há prazo para o fim da guerra.
*Com informações da agência Reuters
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