As exportações do agronegócio somaram US$12,05 bilhões em fevereiro, um recorde para o mês e um aumento de 7,4% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) divulgados nesta quinta-feira (12), o valor representa 45,8% das exportações do Brasil no período.
Em relação a janeiro de 2026, o aumento no valor exportado foi de 9%.
As importações de produtos do agro no período foram de US$ 1,5 bi, uma queda de 9,1% em relação à fevereiro de 2025. O Brasil fechou o mês com um superávit de US$ 10,5 bilhões, 10,3% maior que os dados no mesmo período no último ano.
Principais destinos
A China foi o destino de 30,5% das exportações nesse período (US$3,6 bi) e segue o principal parceiro comercial do agro brasileiro, seguida pela União Europeia (US$ 1,8 bi) e pelos Estados Unidos (US$ 802,9 milhões). Os três principais destinos totalizaram cerca de metade dos valores exportados pelo Brasil no mês (49,75%).
Além da China, outros países da Ásia também foram destaque no período. O Vietnã foi o quarto país que mais importou produtos do agro brasileiro, ao todo as exportações para o país foram de US$ 372,6 milhões, uma alta de 22,9% em relação a fevereiro de 2025.
As exportações para Índia cresceram 171,1% em relação a fevereiro de 2025 e totalizaram mais de US$ 357,3 milhões.
Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o bom resultado em fevereiro foi impulsionado também pela abertura de novos mercados: “O Brasil amplia sua oferta, mas também amplia suas oportunidades de comércio. Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. Esse resultado reflete a importância de uma agenda contínua de negociação e aproximação com outros países”.
Principais produtos
Com US$ 3,78 bilhões, a soja segue como queridinha das exportações. Esse valor representa 31,4% do total de exportações brasileiras no período e um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Outros produtos de destaque no mês foram a proteina animal, com US$2,7 bi (22,5 total das exportações e um aumento de 22,5%), produtos florestais,(10,5% de participação e queda de 1%), café, com US$ 1,12 bilhão (9,3% das vendas e decréscimo de 0,2%), e o complexo sucroalcooleiro, com US$ 861,35 milhões (7,1% do total e queda de 4,2%).
Para o ministro da pasta, Carlos Fávaro, esse número recorde representa um reconhecimento do mercado internacional do agro brasileiro: “O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional”.
“Esse aumento representa a capacidade do setor de atender à demanda global com regularidade, qualidade, sanidade e confiança”, complementou.
Com menos peso no montante final, o mês de fevereiro apresentou também recorde no valor e no volume de exportação dos seguintes produtos: óleo essencial de laranja (US$ 47,8 milhões; +28,8% e 4,1 mil toneladas; +51,0%; DDG de milho (US$ 36,2 milhões; +164,2%e 156,4 mil toneladas; +146,1%); farinhas de carne, extratos e miudezas (US$ 20,1 milhões; +10,5% e 45,7 mil toneladas; +36,9%) e óleo de milho – (US$ 15,9 milhões; +49,5% e 12,6 mil toneladas; +24,9%).
*sob a supervisão de Luciana Franco
