O brasileiro João Fonseca terá um grande desafio pela frente, talvez um dos maiores da sua carreira, nesta sexta-feira (20). Depois de enfrentar Jannik Sinner na última semana, o atual número 2 do mundo, ele se prepara para o duelo contra Carlos Alcaraz, o número um, na segunda rodada do Miami Open.
“Eu sou um jogador de top 40 enfrentando um número 1 do mundo, então claro que ele é o favorito. Eu sou o azarão, mas eu preciso acreditar porque, se eu entrar em quadra sem acreditar que posso vencer, aí sim não vou ter chance nenhuma”, disse, em entrevista ao SporTV.
“Essa é a mentalidade. É assim que eu preciso entrar em quadra amanhã: acreditando, competindo e tentando buscar a vitória”, completou.
Fonseca fez uma grande partida contra Sinner em Indian Wells, mas não resistiu à técnica do italiano, e acabou superado por 2 sets a zero. Na rodada anterior, ele havia vencido Karen Khachanov, o número 15 do mundo, por 2 sets a 1.
Em Miami, ele abriu sua participação no Masters 1000 com uma vitória sobre o húngaro Fabian Marozsan, que está na 46ª posição.
“Acho que fiz uma grande partida contra o Jannik e tive algumas oportunidades. Fiquei feliz comigo mesmo, porque dei tudo em quadra e joguei bem, mas ao mesmo tempo fiquei pensando no que eu precisava fazer para ganhar aquela partida. Fui dormir pensando nisso: joguei bem, mas qual foi o pequeno detalhe que faltou? Porque contra esses caras, no fim, tudo se resume a pequenos detalhes“, analisou.
Desafiando um TOP 1
Os detalhes são o foco do brasileiro para encarar o espanhol. Se conseguir, será apenas o terceiro brasileiro a bater o líder do ranking atual – Gustavo Kuerten enfrentou o líder do ATP cinco vezes, e venceu três, e Flávio Saretta, que venceu o próprio Guga em 2001, no Brasil Open.
“Encará-lo como um jogador de top 5, jogando um bom tênis e tentando não exagerar no respeito dentro de quadra. Claro que eu respeito ele, mas durante o jogo preciso competir acreditando que posso vencer. Essa é a mentalidade: ser corajoso, aproveitar o momento, aprender, curtir o processo e o trabalho. Mas, acima de tudo, entrar em quadra querendo ganhar. Mal posso esperar para jogar.”
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