Um grupo suspeito por golpes contra lojas da Havan é alvo de uma operação integrada entre as Polícias Civis de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Paraná, na manhã desta quinta-feira (26).
São cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Valinhos e Caraguatatuba (SP), Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG).
Segundo as investigações, foi constatado a identificação de abertura fraudulenta de conta bancária em nome da empresa HAVAN S.A., junto a uma plataforma de pagamentos. As informações apontam que a ação foi feita por meio de uso indevido dos dados empresariais, sem a autorização dos representantes legais.
Em agosto de 2025, a conta recebeu aproximadamente R$ 576 mil em 24 horas. A polícia afirma que o dinehiro era originário de vítimas de golpes aplicados em diversos estados do país. Após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso.
Com a chegada dos valores, foram usadas estratégias de pulverização a partir de diversas transações para dificultar o rastreamento do “dinheiro sujo”.
Várias ações de lavagem de dinheiro como, fragmentação de valores, transferências sucessivas entre contas de “laranjas”, repasses imediatos de valores idênticos (mirroring), utilização de empresas para dissimulação da origem dos recursos e dispersão sistemática de valores entre diversos envolvidos, foram constatadas.
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No decorrer das investigações, sete pessoas foram identificadas com envolvivento direto na movimentação dos valores.
A “Operação Dublê” tem como objetivo coletar elementos probatórios adicionais, especialmente dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais ajudar nas investigações.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, os envolvidos podem responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, além de outros delitos.
A CNN Brasil entrou em contato com a Havan e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
