Israel e Estados Unidos voltaram a atacar o Irã nesta terça-feira, 24. Segundo a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã, 82 mil unidades civis foram destruídas nos bombardeios no país. Desses, 281 alvos eram hospitais, clínicas ou farmácias.

O Irã também lançou mísseis contra a capital israelense, Tel Aviv, e contra o norte do país. E voltou a atacar países do Golfo. Um dos ataques atingiu uma base militar norte-americana no Bahrein. Um militar dos Emirados Árabes Unidos morreu e outros ficaram feridos, alguns em estado grave.
O ataque aumenta o temor de que os países do Golfo entrem na guerra ao lado dos Estados Unidos. Segundo a agência de notícias Bloomberg, nações como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos têm cogitado fazer ataques contra o Irã caso Teerã ataque mais alguma infraestrutura de energia no Golfo.
A situação incerta fez com que o barril do petróleo tipo Brent voltasse a ficar acima de 100 dólares. Em países como Índia, Filipinas e Eslovênia, o combustível já começa a faltar nos postos. No Chile, motoristas correram hoje para abastecer antes do aumento de preços.
Em outra frente da guerra, Israel segue bombardeando o Líbano. Mais de mil pessoas já morreram nos ataques e mais de um milhão estão desabrigados.
Hoje, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que pretende ocupar a região sul do Líbano até o rio Litani, para criar o que chamou de zona tampão defensiva. Desde o dia 13 de março, Israel destruiu cinco pontes sobre o Litani e acelerou a destruição de casas em aldeias libanesas próximas à fronteira. Segundo o direito internacional, a destruição de construções civis, como casas e pontes, é proibida.
Nas últimas décadas, Israel vem invadindo reiteradamente o território libanês e já ocupou a região sul do país por 18 anos, entre 1982 e 2000. Essa ocupação, inclusive, foi o que deu origem ao Hezbollah, grupo que Israel classifica como terrorista e que agora diz combater.
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