José Dirceu confirma pré-candidatura à Câmara dos Deputados por São Paulo

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José Dirceu confirma pré-candidatura à Câmara dos Deputados por São Paulo

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) confirmou à CNN nesta segunda-feira (16) que é pré-candidato a deputado federal por São Paulo.

Segundo ele, tanto a decisão de disputar as eleições neste ano quanto a de ter voltado para a direção do PT se deram após receber um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Voltei para a direção do PT (Partido dos Trabalhadores) e já estou em pré-campanha”, completou o mineiro.

Para Dirceu, o estado de São Paulo está sub-representado e precisa de mais deputados na Câmara.

“São Paulo precisa se defender no Congresso Nacional, começando por uma reforma política que dê ao Estado os 111 deputados que tem direito pela sua população, pondo fim ao modelo mínimo de oito [e] máximo de 70, que só existe no Brasil”, explicou.

O ex-ministro também afirmou que pode contribuir com o PT e a Câmara dos Deputados para uma eventual vitória de Lula nas eleições presidenciais deste ano. “O país precisa de uma ampla e profunda reforma politica”, finalizou.

São Paulo possui 70 representantes na Câmara, sendo esse o número máximo de deputados permitido por estado na Constituição Federal, independente do tamanho da população. Nenhuma unidade de federação pode ter menos que oito representantes na Casa.

A CNN tentou contato com o Palácio do Planalto para um posicionamento sobre o convite de Lula a Dirceu, mas não teve retorno até o momento desta publicação. O espaço segue aberto.

Carreira

José Dirceu iniciou sua trajetória política integrando movimentos estudantis. Durante 1987 a 1991, atuou como deputado estadual por São Paulo, eleito com 23.990 votos. Por três legislaturas, 1991 a 2005, foi deputado federal e, entre 2003 e 2005, foi ministro-chefe da Casa Civil no primeiro governo Lula (PT). Após o escândalo do “mensalão”, deixou o cargo de ministro e, em 1º de dezembro de 2005, perdeu o mandato de deputado.

Em 2016, o mineiro foi condenado a 23 anos e três meses de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-ministro foi acusado corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa por de ter recebido suposto caixa dois para o PT nas eleições de 2010.

No final de 2024, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a anulação de todas as condenações de Dirceu no âmbito da operação Lava Jato. Segundo a defesa, o ex-ministro recebeu a decisão com tranquilidade.