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Júlia Portes compara série “Emergência Radioativa” à pandemia; entenda

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Júlia Portes compara série “Emergência Radioativa” à pandemia; entenda

“Emergência Radioativa”, nova série brasileira da Netflix, conta com Júlia Portes em papel importante, e a atriz falou à CNN Brasil sobre o sucesso da produção e a construção da personagem. A produção traz os desdobramentos e detalhes sobre o acidente radioativo ocorrido em Goiânia, em 1987, a partir de uma cápsula de césio-137.

Sobre a personagem Bianca, a qual dá vida sendo espectadora do maior acidente radioativo do país, a atriz fala sobre a experiência de forma emotiva. A série aborda o período em que a cidade precisou ser interditada e descontaminada a partir da abertura de uma cápsula encontrada em uma máquina de radiografia.

Alerta de spoiler: o texto a seguir contém spoilers da série “Emergência Radioativa”

Bianca pensa que iria viajar para Goiânia apenas para o aniversário do sogro, pai do marido, Márcio (Johnny Massaro), e dar a notícia da gravidez. Porém, a reviravolta acontece quando vê a viagem se tornar uma missão do companheiro, que agora se isola e mal a vê, buscando descontaminar pessoas que tiveram contato com o césio-137 e correndo o risco de se irradiar.

Questionada sobre os sentimentos da personagem — que acompanha a tragédia à distância enquanto teme ser afetada –, Júlia faz uma reflexão.

“Acho que a Bianca representa essa humanidade da série, ao mesmo tempo que ela também é um respiro. Quando chegam as cenas da Bianca, está tudo pegando tão fogo que o problema dela acaba sendo um respiro, né? E acho que é um problema ético muito interessante”.

Ao relembrar a cena em que a personagem vai ao estádio da cidade medir a radiação, com receio de estar contaminada, ela ainda faz uma comparação curiosa. “Os sintomas se confundem. Os sintomas da gravidez se confundem com os sintomas da radiação. Então, ela começa a ficar como a gente, né? Eu acho que, na época da pandemia, não tem como não pensar na Covid-19 também. Quando a gente assiste à série, e eu acho que na época da pandemia a gente ficava achando o tempo todo que a gente estava com Covid quando a gente não estava e, às vezes, estava”.

“A Bianca é uma personagem que representa a gente nesses momentos em que a catástrofe está do nosso lado, mas não está atingindo a gente diretamente. Acho que é uma coisa que acontece o tempo todo”, completa.

“Todo mundo, em alguma medida, independentemente das diferenças de classe social, consegue saber como é essa sensação de estar vendo um noticiário de uma coisa que está pegando fogo, às vezes um pouco mais próximo, às vezes um pouco mais longe, e você não necessariamente está sendo diretamente atingido, mas pode ser que seja no próximo segundo“, acrescenta.

Sobre “Emergência Radioativa”

“Emergência Radioativa” é inspirada no acidente real com o césio-137 ocorrido em Goiânia na década de 1980. Uma catástrofe se inicia quando uma máquina de radioterapia é aberta em um ferro-velho, espalhando o material radioativo césio-137 pela cidade.

Começa então uma corrida contra o tempo para rastrear a contaminação e salvar a vida das vítimas, entre elas uma família inteira atingida pela tragédia. Um drama de heróis anônimos que mobilizou o país e pôs em destaque o trabalho de cientistas e médicos brasileiros.

A minissérie tem direção geral de Fernando Coimbra, direção de Fernando Coimbra e Iberê Carvalho, produção de Caio Gullane e Fabiano Gullane, criação de Gustavo Lipsztein e produção executiva de Caio Gullane, Fabiano Gullane, Pablo Torrecillas e Ana Saito. O roteiro é de Gustavo Lipsztein, Rafael Spínola, Fernando Coimbra, Stephanie Degreas e Fernando Garrido.

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