O SERINGAL

Justiça manda prender o goleiro Bruno, considerado foragido após viajar para o Acre

A Justiça do Rio passou a considerar foragido Bruno Fernandes das Dores de Souza, o goleiro Bruno, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio. A Vara de Execuções Penais (VEP) revogou a condicional do ex-atleta e expediu mandado de prisão para que ele volte a cumprir pena em regime semiaberto.

A decisão foi tomada após Bruno deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial. Segundo o processo, ele viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro deste ano, apenas quatro dias após ter passado a cumprir o benefício, descumprindo uma das principais condições impostas pela Justiça: “não se ausentar do estado sem permissão do Juízo da Execução penal”. O atleta estreou pelo Vasco do Acre na Copa do Brasil, defendeu dois pênaltis e marcou também de pênalti, mas o clube acreano foi desclassificado.

Com a revogação do benefício, a Justiça determinou a expedição de mandado de prisão com validade de 16 anos. Como o ex-goleiro não se apresentou depois da decisão, passou a ser considerado foragido.

Na decisão, o juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que a atitude demosntra desrespeito às regras do benefício concedido.

— No que concerne ao descumprimento das condições do Livramento Condicional, de fato, as condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o penitente foi para o Estado do Acre, sem a prévia autorização deste Juízo, em violação as determinações contidas na decisão que concedeu o benefício — escreveu o juiz.

Ele ainda ressaltou que cabe ao condenado cumprir as regras estabelecidas pela Justiça. “O apenado deve se adequar às regras de cumprimento da pena, seja em qual estágio ela esteja, e não o contrário”, destacou.

Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio.

A revogação da condicional aconteceu após pedido do Ministério Público e poucos dias depois de Bruno publicar na redes sociais imagens do seu “retorno” ao Maracanã – desta vez como torcedor do Flamengo.

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