Justiça torna 4 atletas do Vasco-AC réus por estupro coletivo e manda prender mais 2 jogadores

A Justiça do Acre deu um novo e duro passo no processo que investiga um suposto caso de estupro coletivo envolvendo jogadores do Vasco do Acre, ocorrido em Rio Branco durante o período de Carnaval. A decisão transformou atletas investigados em réus e determinou novas prisões preventivas no caso.

A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da capital.

Segundo a denúncia do MP, cinco jogadores do Vasco-AC foram acusados de participação em atos de violência sexual contra duas mulheres, em um episódio que teria ocorrido na madrugada do dia 14 de fevereiro de 2026.

De acordo com as investigações, as vítimas participavam de uma festa de Carnaval quando passaram a interagir com alguns dos atletas. Em determinado momento, foram convidadas a seguir até uma residência localizada no bairro Baixa da Colina, em Rio Branco, imóvel utilizado como alojamento de jogadores do clube.

Ainda conforme a denúncia, já no local, as duas mulheres teriam sido submetidas a atos de violência sexual praticados por múltiplos homens, em um cenário descrito pelos investigadores como de vulnerabilidade, pressão psicológica e intimidação.

Os acusados foram denunciados com base nos artigos 213 (estupro) e 217-A (estupro de vulnerável) do Código Penal, com agravantes relacionados ao concurso de pessoas, quando mais de um autor participa da prática criminosa.

Ao analisar o caso, o juízo entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade, citando elementos reunidos durante a investigação, como depoimentos das vítimas, relatos de testemunhas, relatório policial e registros de atendimento médico.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de ação penal, momento em que os acusados passam formalmente à condição de réus e responderão judicialmente pelos crimes apontados.

Na mesma decisão, a Justiça determinou medidas cautelares mais duras contra os investigados. Foi mantida a prisão preventiva de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, enquanto a prisão de Brian Peixoto Henrique Ilziario, que era temporária, foi convertida em preventiva.

Além disso, o juiz também decretou a prisão preventiva de Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes, após reconsiderar decisão anterior que havia concedido liberdade provisória aos investigados.

A prisão preventiva é uma medida aplicada quando a Justiça entende que a liberdade dos acusados pode comprometer a investigação, a ordem pública ou o andamento do processo.

O caso provocou forte repercussão em Rio Branco e no meio esportivo do Acre, especialmente pelo fato de envolver atletas ligados ao futebol profissional local e por ter ocorrido dentro de um imóvel utilizado como alojamento de jogadores.

A partir de agora, o processo seguirá com a fase de instrução, quando serão colhidos novos depoimentos, ouvidas testemunhas e analisadas provas. Ao final dessa etapa, a Justiça decidir