A liberação do tráfego na parte superior do viaduto da Avenida Getúlio Vargas inaugura uma nova etapa do Complexo Viário da Avenida Ceará, considerada a maior obra estruturante em execução na história recente do Acre. Dividida em três fases, a intervenção já começa a redesenhar o fluxo de veículos em uma das regiões mais movimentadas de Rio Branco, com impacto direto na mobilidade urbana da capital.
Nesta primeira etapa, os motoristas passam a circular sobre o viaduto, o que deve aliviar pontos críticos de congestionamento e melhorar a fluidez no entorno, especialmente nos cruzamentos próximos ao Canal da Maternidade e à Rua Floriano Peixoto. A expectativa do governo estadual é de que a medida represente um ganho imediato na organização do trânsito.
Com investimento total de R$ 40 milhões — sendo mais de R$ 23 milhões oriundos de recursos próprios do Estado — o projeto tem como eixo central a criação de um corredor exclusivo para ônibus. A proposta é tornar o transporte coletivo mais eficiente, reduzindo o tempo de deslocamento entre o Terminal Urbano e a Avenida Getúlio Vargas, além de oferecer maior previsibilidade aos usuários.
Além de priorizar o transporte público, a obra também busca ampliar a segurança viária e garantir melhor circulação para veículos particulares. A iniciativa integra um conjunto de intervenções voltadas à modernização da infraestrutura urbana da capital acreana.
Durante a cerimônia de liberação, o governador Gladson Cameli destacou o caráter simbólico da entrega parcial, ressaltando o legado de sua gestão na área de infraestrutura. Segundo ele, o conjunto de obras executadas ao longo do mandato representa um avanço significativo para o estado, com impactos sociais e econômicos duradouros.
O chefe do Executivo também enfatizou o esforço conjunto entre Estado e bancada federal para viabilizar o empreendimento, destacando a importância das parcerias institucionais. O Complexo Viário é fruto de convênio entre o governo estadual e o governo federal, por meio da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
De acordo com o secretário de Obras, Ítalo Lopes, a execução do projeto enfrentou desafios técnicos relevantes, incluindo escavações profundas em uma área central densamente ocupada por redes de serviços essenciais, como água, energia e telecomunicações. Ainda assim, a estratégia de dividir a obra em etapas permitiu reduzir os impactos no cotidiano da população e viabilizar entregas progressivas.
As próximas fases já têm cronograma definido. Até julho, está prevista a conclusão das intervenções na parte inferior da Avenida Ceará, com a liberação das alças de acesso e a implantação do corredor exclusivo de ônibus. Até o fim do ano, o projeto avança com o alargamento das faixas em um trecho de aproximadamente 1,6 quilômetro, consolidando a reconfiguração do sistema viário na região.
Além dos impactos na mobilidade, a obra também começa a refletir na economia local. Comerciantes da área, que enfrentaram queda no movimento durante o período de intervenções, já projetam retomada das atividades com a liberação parcial do tráfego. A expectativa é de que a reestruturação urbana contribua para a valorização da região central e estimule novos investimentos.
Autoridades políticas também destacaram a relevância da obra. Parlamentares estaduais e municipais classificaram o Complexo Viário como um marco para o transporte público e para o desenvolvimento urbano de Rio Branco, reforçando seu papel estratégico na melhoria da qualidade de vida da população.
Com a entrega gradual das próximas etapas, o Complexo Viário da Avenida Ceará se consolida como uma das principais apostas do poder público para enfrentar os desafios históricos da mobilidade na capital acreana.