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“Lula declara guerra ao ‘jogo do tigrinho’ e governo prepara ofensiva para banir apostas que viciam brasileiros”

Lula mira fim do “jogo do tigrinho” e amplia ofensiva contra apostas irregulares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender medidas mais duras contra plataformas de apostas on-line consideradas irregulares no Brasil, com foco especial no popular “jogo do tigrinho”, versão digital de caça-níquel que se espalhou pelas redes sociais e aplicativos nos últimos anos. A iniciativa faz parte de um esforço do governo federal para reforçar a regulamentação do mercado de apostas e conter os impactos sociais do vício em jogos.

Nos bastidores do governo, auxiliares afirmam que a preocupação é crescente diante da popularização do jogo, impulsionada principalmente por influenciadores digitais e propagandas agressivas na internet. O chamado “tigrinho” — geralmente associado ao jogo Fortune Tiger — tem atraído milhares de brasileiros com promessas de ganhos rápidos, mas também acumulado denúncias de perdas financeiras significativas entre usuários.

A ofensiva do governo ocorre no contexto da regulamentação das apostas esportivas e dos jogos on-line, conduzida pelo Ministério da Fazenda do Brasil. A pasta vem discutindo regras mais rígidas para operação das plataformas, incluindo exigências de autorização, fiscalização financeira e mecanismos para impedir publicidade considerada enganosa.

Segundo integrantes do governo, o objetivo não é apenas regular o setor, mas também retirar do ar aplicativos e sites que operam fora das normas brasileiras. A avaliação é de que muitos desses jogos funcionam a partir de servidores no exterior, dificultando o controle e favorecendo práticas consideradas abusivas.

Especialistas em políticas públicas e saúde mental alertam que a expansão desse tipo de jogo pode gerar efeitos semelhantes aos observados em outros países, como aumento do endividamento familiar e crescimento de casos de dependência em apostas.

Diante desse cenário, o governo avalia medidas que vão desde o bloqueio de plataformas irregulares até restrições mais duras à publicidade de jogos on-line. A discussão também envolve órgãos de fiscalização e o Banco Central do Brasil, que analisa formas de limitar transações financeiras ligadas a sites de apostas não autorizados.

A possível ofensiva contra o “jogo do tigrinho” deve reacender o debate sobre os limites da regulamentação do setor de apostas no país. Enquanto parte do mercado defende regras claras para permitir a operação legal das plataformas, críticos argumentam que o crescimento acelerado desse tipo de entretenimento digital tem causado prejuízos sociais e econômicos significativos para milhares de brasileiros.

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