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Missão Artemis II: o que a Nasa quer ao enviar astronautas outra vez à Lua

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Missão Artemis II: o que a Nasa quer ao enviar astronautas outra vez à Lua

Nasa vai voltar a enviar astronautas à Lua como parte do programa Artemis, que marca a retomada das missões tripuladas ao espaço profundo após mais de 50 anos do fim do programa Apollo.

O próximo passo dessa estratégia é a missão Artemis II, o primeiro voo tripulado do programa, que deve testar, em ambiente real, todos os sistemas necessários para levar humanos novamente à órbita lunar — e, no futuro, à superfície do satélite. Além disso, no futuro, a Lua poderá servir de “base” para outras missões de exploração espacial, como a ida do homem à Marte.

A decolagem da Artemis II está prevista para o dia 1º de abril.

A Artemis II será a primeira missão com astronautas a bordo da cápsula Orion, lançada pelo foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial). Diferentemente da Artemis I, realizada sem tripulação, o objetivo agora é verificar se a espaçonave funciona conforme o planejado quando operada por humanos em condições de espaço profundo, fora da órbita baixa da Terra.

Os astronautas da Artemis II não chegarão a pisar no satélite.

A tripulação será formada por quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense. Eles partirão do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e passarão cerca de 10 dias em missão.

Logo após o lançamento, a Orion fará duas órbitas elípticas ao redor da Terra, em altitudes muito superiores às da Estação Espacial Internacional. Essa fase permite testar sistemas críticos ainda relativamente próximos do planeta, como navegação, comunicação e suporte à vida. Só depois disso a espaçonave seguirá rumo à Lua.

Um dos principais objetivos da missão é validar os sistemas de suporte à vida, responsáveis por gerar oxigênio, remover dióxido de carbono e manter condições seguras para os astronautas durante longos períodos.

Esses testes são essenciais para missões futuras, mais longas e complexas, como a Artemis IV, que prevê o retorno de humanos à superfície lunar.

Durante o voo, a tripulação também vai realizar manobras manuais de aproximação e controle da espaçonave, treinando operações que serão necessárias em encontros e acoplamentos em órbita lunar.

Além disso, a missão permitirá avaliar o desempenho dos sistemas de comunicação que, mais distante da Terra, passam a depender da Rede de Espaço Profundo da Nasa.

Segundo a Nasa, o programa Artemis vai além de “voltar à Lua”. A agência quer estabelecer uma presença humana duradoura no espaço profundo, testar tecnologias, realizar pesquisas científicas e usar a Lua como base para missões futuras a Marte.

Janela de lançamento

Embora a agência espacial tenha afirmado que fará todos os esforços para cumprir a data prevista de 1º de abril, seus representantes observaram que atrasos ainda podem ocorrer. Há seis janelas de lançamento adicionais no próximo mês: 2, 3, 4, 5, 6 e 30 de abril.

Inicialmente, a agência norte-americana iniciaria a janela de lançamento do foguete a partir do dia 6 de fevereiro. No entanto, a Nasa precisou mudar o cronograma pelas condições do clima frio em razão dos ventos que passam pela Flórida, região sudeste dos Estados Unidos. Além disso, houve um vazamento de hidrogênio líquido no foguete Space Launch System (SLS), que será utilizado na missão.

A missão usará o foguete SLS para levar a nave Orion com quatro astronautas a bordo para um voo de cerca de 10 dias ao redor da Lua.

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