O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República, afirmou em entrevista ao CNN 360° que a principal preocupação da direita é garantir uma eleição isenta, com juízes imparciais e paridade de armas entre os candidatos.
“É evidente que a nossa grande preocupação sempre foi que a eleição seja isenta, que os juízes sejam imparciais e que haja paridade de armas entre os contendores numa eleição, principalmente uma eleição para o presidente da República”, declarou Marinho.
Durante a entrevista, Marinho comentou sobre a possibilidade de apoio do presidente americano, Donald Trump, à candidatura de Flávio Bolsonaro. O senador destacou que a relação entre países deve ser baseada em interesses mútuos e conceitos compartilhados, como democracia e respeito aos direitos humanos.
O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro criticou a interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. Segundo ele, em 2022, durante o governo Biden nos EUA, autoridades americanas visitaram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) demonstrando preocupação com o desenrolar das eleições no Brasil. Marinho também mencionou denúncias do próprio governo americano sobre a atuação da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) no Brasil em 2025, alegando que a instituição “despejou milhões de dólares” para manipular a opinião pública através de ONGs.
Críticas ao governo Lula
Marinho aproveitou a entrevista para criticar a recente decisão do presidente Lula de negar visto a um representante do Departamento de Estado dos EUA que visitaria o Brasil. “Hoje, por exemplo, nós assistimos mais uma demonstração de como o atual presidente é inepto para o cargo que ocupa”, afirmou o senador.
Segundo Marinho, Lula teria negado o visto alegando que a visita seria apenas para encontrar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador classificou a atitude como “provocação deliberada e gratuita” ao governo americano e criticou o tom usado pelo presidente ao se referir ao caso, quando teria dito ao ministro Alexandre Padilha que não daria o visto “enquanto não deram o seu, da sua mulher e da sua filha”.
“Isso é apequenar os interesses do Brasil frente à necessidade que nós temos de termos convergência e afinidade com parceiros importantes do ponto de vista comercial e estratégico, como é o caso dos Estados Unidos”, concluiu Marinho.