A semana começou com novos ataques aéreos sobre Israel e o Irã. Do lado iraniano, Teerã registrou apagões depois que foi atingida. Projéteis também foram avistados sobre Jerusalém e a Cisjordânia.
Enquanto a guerra continua, o presidente Donald Trump seguiu com discursos ambíguos. No final de semana, voltou a alegar que as negociações com o Irã estariam avançando e que novos líderes seriam mais razoáveis.
Ao mesmo tempo, continuou com as ameaças de tomar o petróleo do Irã e de se apoderar da ilha de Kharg, responsável por 90% das exportações do produto pelo país persa.
Hoje, no entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, negou qualquer negociação e classificou as exigências americanas como excessivas e irrealistas.
Na TV estatal do Irã, o governo confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, em um ataque israelense na semana passada.
No front da guerra, a refinaria de Haifa, no norte de Israel, voltou a ser atingida nesta segunda-feira. Não há confirmação de que o ataque partiu do Irã ou do Hezbollah, no Líbano. Segundo o governo israelense, apesar do fogo, a produção de combustível não foi afetada.
No final de semana, Israel ampliou as operações de ocupação no sul do Líbano, sob a justificativa de impedir o lançamento de foguetes do Hezbollah. A capital, Beirute, foi alvo de ataques. O Ministério da Saúde do Líbano informa que as operações israelenses já deixaram mais de 1,2 mil mortos. Milhares estão refugiados, incluindo idosos e crianças.
Nos Estados Unidos, quase 1 milhão de americanos contrários à guerra foram às ruas no domingo em cerca de 3,1 mil manifestações do movimento “Sem Reis”, “No Kings” , em inglês, em cidades como Nova York, Los Angeles e a capital, Washington. Foi o maior protesto de rua em um único dia já registrado.
Na Europa, o chanceler alemão Friedrich Merz alertou que, após um mês, a guerra contra o Irã elevou os preços da energia para as famílias e pode ter um impacto econômico semelhante ao da pandemia da Covid-19.
Hoje, o preço do barril de petróleo tipo Brent operou em alta, perto de 110 dólares.
*Com informações da agência Reuters.
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