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Nunes Marques pede vista e suspende julgamento sobre Cláudio Castro no TSE

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Nunes Marques pede vista e suspende julgamento sobre Cláudio Castro no TSE

O ministro Nunes Marques pediu vista e interrompeu, nesta terça-feira (10), o julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode levar à cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). A análise havia sido retomada com o voto-vista do ministro Antonio Carlos Ferreira.

Com o pedido, o magistrado solicitou mais tempo para analisar o processo, suspendendo temporariamente a análise da ação na Corte. Esta é a 2ª interrupção desde que o caso começou a ser julgado em novembro de 2025 no TSE. 

Agora o julgamento será retomado no dia 24 de março.

O caso apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, relacionado a contratações irregulares de servidores temporários vinculadas à Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

Antes das interrupções, a relatora do processo, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação de Cláudio Castro e do presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil), além da inelegibilidade dos envolvidos.

No voto, a ministra também defendeu a realização de novas eleições para os cargos majoritários no estado e a retotalização dos votos para deputado estadual.

Entenda o caso

O TSE analisa recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral contra decisão do TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), que havia rejeitado os pedidos para cassar Cláudio Castro, o então vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e Rodrigo Bacellar.

As ações apontam a existência de um suposto esquema de contratações irregulares de cerca de 27 mil servidores temporários pela Fundação Ceperj.

Segundo as investigações, os contratados teriam sido utilizados como cabos eleitorais durante a campanha que garantiu a reeleição de Castro ao governo do estado.

O caso começou a ser julgado pelo TSE em novembro de 2025, quando a relatora apresentou seu voto defendendo a cassação. Na ocasião, o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira.

Antes disso, o TRE-RJ havia absolvido Castro e os demais investigados em maio de 2024, por 4 votos a 3. A decisão foi posteriormente contestada pelo Ministério Público Eleitoral no recurso ao TSE.

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