Páscoa: ovo de chocolate sem açúcar é seguro para quem tem diabetes?

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Páscoa: ovo de chocolate sem açúcar é seguro para quem tem diabetes?

O diabetes é uma doença que atinge cerca de 10,2% da população brasileira, segundo dados da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). São milhões de pessoas que precisam ter cuidados com a alimentação e manter a prática de exercícios físicos para ter mais qualidade de vida.

A Páscoa pode ser um dos momentos mais tentadores do ano para esse público, visto que os ovos de chocolate são um símbolo da festa. Diante desse cenário, será que as versões de chocolate sem açúcar são mais seguras?

Clarissa Castro, gerente médica de diabetes da Merck Brasil, explica que não é apenas o consumo do açúcar que deve ser controlado, mas também o de gordura.

“O selo ‘diet ou zero’ em um produto como o chocolate pode criar a falsa sensação de segurança, levando a um possível consumo excessivo do alimento. Isso é perigoso, pois o excesso de gordura saturada presente nesses produtos é tão prejudicial quanto o próprio açúcar, acelerando a resistência à insulina em vez de protegê-la”, afirma.

Ela defende que um pequeno pedaço de chocolate meio amargo pode ser melhor do que comer um ovo diet inteiro “repleto de gordura e aditivos químicos”.

Para o caso das crianças, se elas estranharem o gosto mais amargo do chocolate, um truque é adicionar pequenas porções de frutas frescas ou oleaginosas (como nozes e castanhas) ao chocolate amargo derretido. Isso aumenta o volume da porção, adiciona fibras que retardam a absorção da glicose e educa o paladar para sabores menos processados sem excluir a criança do ritual da Páscoa.

Alimentação e diabetes

Manter uma dieta saudável é uma das principais estratégias para regular os níveis de glicose no sangue e evitar complicações do diabetes, tanto para quem já foi diagnosticado quanto para quem está em risco de desenvolver a doença, de acordo com Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Em matéria publicada anteriormente na CNN Brasil, o médico e a nutricionista Carolina Queiroga, especializada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), elencaram quais alimentos devem ser evitados e quais devem ser priorizados:

Quais alimentos devem ser evitados?

  • Alimentos ricos em açúcares simples, como refrigerantes, doces e bolos;
  • Alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e trans;
  • Massas e carnes processadas, como linguiça, salame, mortadela, salsicha e presunto;
  • Carboidratos simples, como arroz branco, macarrão de massa branca, pão de forma feito com farinha refinada.

Quais alimentos devem ser priorizados?

  • Legumes e verduras, como alface, tomate, vagem, abobrinha, cebola, quiabo e agrião;
  • Frutas, como laranja, pera, morango, frutas vermelhas e maçã;
  • Leguminosas, como feijão, grão-de-bico e lentilha.

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*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil