Uma ação conjunta entre a Patrulha Rural do 1º Batalhão da Polícia Militar e o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) resultou, na manhã desta terça-feira (31), na captura de um dos suspeitos de participar do assassinato do pecuarista João Paulino da Silva Sobrinho. A prisão ocorreu em uma área rural no km 160 da Estrada Transacreana, em Rio Branco.
O Cerco Policial e a Troca de Tiros
A operação teve início ainda na noite de segunda-feira (30), com o objetivo de cumprir mandados contra os irmãos Elves e Kena de Carvalho Ferreira, apontados como executores diretos do crime. Durante a abordagem à residência onde se escondiam, os suspeitos reagiram, dando início a uma intensa troca de tiros.
Elves de Carvalho Ferreira: Preso em flagrante. Com ele, foram apreendidas duas espingardas e uma pistola calibre 9mm.
Kena de Carvalho Ferreira: Conseguiu fugir pela mata e permanece foragido.
Eliandro de Carvalho: Um terceiro irmão foi detido por posse ilegal de arma de fogo. Embora possua antecedentes por homicídio, a polícia afirma que ele não teve participação na morte do fazendeiro.
Crime com Requintes de Crueldade
O assassinato de João Paulino ocorreu em 29 de abril do ano passado, no distrito de Extrema (RO). Na ocasião, seis criminosos invadiram a propriedade da vítima e a executaram com diversos disparos. O crime chocou a região pela brutalidade: após a execução, os pistoleiros mutilaram parte da orelha do pecuarista para entregá-la ao mandante como “prova” da conclusão do serviço.
Motivação: Vingança entre Vizinhos
As investigações apontam que o crime foi motivado por um acerto de contas. O fazendeiro Nilson Pereira dos Santos, vizinho da vítima e já detido, é apontado como o mentor intelectual e financiador da execução. Nilson acreditava que João Paulino seria o responsável pela morte de seu filho, ocorrida em 2024.
Além dos irmãos e do mandante, outra peça-chave já está atrás das grades: Auricleia Souza Ferreira, conhecida como “Theinha”. Ela foi identificada por perícia grafotécnica como a autora de bilhetes com ameaças deixados na cena do crime e teria recebido parte do pagamento pela pistolagem.
”Esta prisão é o resultado direto do trabalho de inteligência integrado entre as forças de segurança do Acre e de Rondônia. Não daremos trégua até que todos os envolvidos respondam por esse crime bárbaro”, afirmou o coronel Assis Santos, coordenador do Gefron.
Próximos Passos
Elves de Carvalho Ferreira é o terceiro envolvido direto a ser capturado. As autoridades agora concentram esforços nas buscas por Kena de Carvalho e na identificação dos demais integrantes do grupo que invadiu a fazenda. O inquérito segue sob sigilo para não comprometer as próximas diligências.
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