Poder bélico do Irã segue forte mesmo após ataques, diz especialista

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Poder bélico do Irã segue forte mesmo após ataques, diz especialista
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O Irã mantém sua capacidade militar praticamente intacta mesmo após os recentes ataques israelenses contra o país, segundo análise do professor Ronaldo Carmona, especialista em geopolítica da Escola Superior de Guerra. Em entrevista à CNN Brasil, Carmona destacou que o país persa possui um arsenal significativo e se preparou para possíveis confrontos militares.

“O Irã não é um pequeno país, pelo contrário, é um dos grandes países do mundo, com mais de 90 milhões de habitantes. Do ponto de vista estritamente militar, tem Forças Armadas muito relevantes, onde, por exemplo, na área de mísseis, é um dos países que tem um nível de desenvolvimento mais intenso dessas capacidades missilísticas”, explicou Carmona.

O especialista ressaltou que o Irã antecipou possíveis ataques e tomou medidas preventivas, como a construção de instalações militares subterrâneas capazes de resistir a bombardeios sofisticados. “O Irã se preparou para esse cenário. Então é muito possível que estejam camuflados, estejam inclusive ocultos lançadores e mísseis de grande porte que certamente serão utilizados em defesa da liderança do país”, afirmou.

 

Confronto entre potências militares

O professor caracterizou o atual cenário como “um confronto militar de grandes proporções” entre potências de primeira linha. De um lado, Estados Unidos e Israel, com capacidade militar robusta, incluindo dois grupos de porta-aviões americanos na região – a maior concentração de forças desde a invasão do Iraque em 2003. Do outro lado, o Irã, com suas significativas capacidades de defesa.

Segundo Carmona, a estratégia do ataque israelense e americano teve dois objetivos principais: o assassinato seletivo de lideranças iranianas e a degradação das capacidades militares do país, especialmente seus lançadores de mísseis. No entanto, apesar desses esforços, o especialista estima que o Irã ainda possui aproximadamente 2 mil mísseis de cruzeiro prontos para serem lançados.

O professor também destacou uma mudança significativa na postura iraniana em comparação com os eventos de junho do ano passado. “Naquele momento, muito claramente, o alvo se voltava diretamente a instalações do programa nuclear iraniano. Desta vez, desde o pronunciamento presidencial logo que se iniciaram os ataques, foi proclamado que o objetivo aberto era exatamente uma mudança de regime”, explicou.

Essa percepção de ameaça existencial, segundo Carmona, justifica a resposta mais ampla e intensa do Irã, que atingiu não apenas Israel, mas também bases militares americanas em diversos pontos do Oriente Médio. O especialista acredita, no entanto, que o conflito deve permanecer restrito aos principais envolvidos, sem a participação militar de outros países da região.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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