Quem comandará o Irã? Conheça a estrutura de poder do país

quem-comandara-o-ira?-conheca-a-estrutura-de-poder-do-pais
Quem comandará o Irã? Conheça a estrutura de poder do país

A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em um ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel, levanta importantes questões sobre o futuro do regime iraniano e a continuidade de sua estrutura de poder. A informação, confirmada pelo governo americano e por fontes israelenses, ainda não foi reconhecida oficialmente pelo Irã.

Segundo Lourival Sant’Anna no CNN Prime Time, além do líder supremo, Israel afirma ter eliminado outras sete figuras importantes do regime, como o ministro da Defesa, um dos chefes das agências de inteligência militar e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, caracterizando uma significativa descapitalização da liderança iraniana.

Ali Khamenei estava no poder desde 1989 e tinha 86 anos. Agora, o presidente Masoud Pezeshkian passa a integrar um triunvirato que inclui também um representante da Assembleia de Especialistas, órgão responsável por escolher o sucessor do líder espiritual. Essa arquitetura de poder iraniana combina uma certa repartição de autoridade com uma verticalidade centralizada na figura do líder supremo.

Por muito tempo se especulou que Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, poderia ser seu sucessor, embora existam questionamentos sobre sua legitimidade. Houve rumores de que Mojtaba também teria sido morto no ataque ao complexo residencial em Teerã, mas essa informação não foi confirmada, segundo San’Anna.

Reação popular e estabilidade do regime

Segundo Sant’Anna, apesar da morte de figuras-chave do regime, a Guarda Revolucionária Islâmica permanece intacta em sua capacidade de reprimir a população. Esta força militar coesa tem como principal atribuição defender o regime contra aspirações de liberdade do povo iraniano, grande parte do qual rejeita frontalmente o atual sistema de governo.

Embora não existam pesquisas confiáveis sobre o sentimento popular, os indícios apontam que uma vasta maioria dos iranianos deseja uma mudança de regime. Contudo, não há grupos armados de oposição substanciais para enfrentar a Guarda Revolucionária, nem partidos organizados ou lideranças visíveis capazes de capitanear uma transição política.

O príncipe exilado Reza Pahlavi, filho do Mohammad Reza Pahlavi deposto in 1979 durante a Revolução Islâmica, pediu que os iranianos saíssem às ruas para derrubar o regime. As opiniões sobre ele se dividem: alguns iranianos o veem como uma possibilidade de continuidade institucional, enquanto outros questionam sua credibilidade por ter crescido no exílio e por associação ao governo de seu pai, cuja ditadura era marcada pela repressão.

Diante do cenário atual, o mais provável é que o Irã enfrente um período de instabilidade. Sem a intervenção direta de tropas americanas ou israelenses em solo iraniano, e com uma oposição desorganizada enfrentando uma Guarda Revolucionária coesa, o país pode mergulhar em um caos político caso não haja um grande acordo entre os líderes iranianos remanescentes e potências internacionais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.