Réus acusados de executar foragido do presídio enfrentam júri popular nesta segunda em Rio Branco

Três presidiários acusados de envolvimento no assassinato de um foragido do sistema prisional estão sendo julgados nesta segunda-feira (16) pela Justiça acreana. O caso é analisado pelo Tribunal do Júri no Fórum Criminal de Rio Branco e envolve acusações de homicídio qualificado, corrupção de menores e participação em organização criminosa.

Sentam no banco dos réus Josivânio Saraiva da Silva, conhecido como “Metal”, Edilene de Jesus dos Santos e Lucas Cauã de Lima Oliveira, apelidado de “Cyborg”. Eles respondem pelo assassinato de Mailon de Oliveira Ferreira, ocorrido em agosto de 2023.

O julgamento ocorre no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, no Fórum Criminal da capital acreana, sob condução do juiz Alesson Braz. Antes do interrogatório dos réus, o magistrado ouvirá as testemunhas de acusação e defesa.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC), Mailon de Oliveira era foragido do presídio quando foi morto no dia 18 de agosto de 2023. O crime ocorreu no Ramal do Pastor, na região do Benfica, área pertencente à Vila Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco.

O corpo da vítima foi encontrado com as mãos amarradas para trás e apresentava sinais de intensa tortura, circunstâncias que reforçam a tese de homicídio qualificado apresentada pela acusação.

As investigações apontam que Josivânio Saraiva da Silva teria sido o mandante do crime. Já Edilene de Jesus dos Santos é acusada de ter conduzido o veículo utilizado para levar a vítima até o local do assassinato, enquanto Lucas Cauã de Lima Oliveira teria atuado como executor direto da morte.

O processo também menciona a participação de um menor de idade na ação criminosa, o que levou à inclusão da acusação de corrupção de menores contra os denunciados.

Por envolver detentos ligados, segundo a investigação, a organização criminosa, o julgamento é considerado sensível e de grande repercussão no sistema de Justiça local. A expectativa é de que a sessão seja longa e marcada por forte disputa entre acusação e defesa, podendo se estender ao longo do dia ou até avançar pela noite.

Ao final do julgamento, caberá ao Conselho de Sentença, formado por jurados populares, decidir pela condenação ou absolvição dos acusados. Se condenados, as penas serão definidas pelo juiz responsável pelo caso.