O técnico do Senegal, Pape Bouna Thiaw, afirmou que não há dúvidas de que sua equipe é campeã africana, apesar de ter perdido o título para o Marrocos: “Os torneios devem ser vencidos em campo”.
Em seu primeiro pronunciamento desde que a Comissão de Apelação da Confederação Africana de Futebol concedeu o título da Copa Africana de Nações ao Marrocos, após o Senegal ter abandonado a partida durante a final em Rabat, em janeiro, Thiaw declarou aos repórteres: “Sabemos que somos campeões africanos”.
O Senegal está em Paris para disputar um amistoso preparatório para a Copa do Mundo contra o Peru, no Stade de France, e na coletiva de imprensa pré-jogo nesta sexta-feira (27), Thiaw afirmou que queria que sua equipe se mantivesse focada no futebol e evitasse a polêmica em torno da decisão da federação africana de futebol.
O Senegal apresentou esta semana um recurso ao Tribunal Arbitral de Esporte, com sede na Suíça.
“O mais importante é não se distrair”, acrescentou Thiaw, que esteve no centro da polêmica desistência e foi severamente punido por suas ações.
Sabemos que somos campeões africanos. Vamos continuar trabalhando para conquistar mais troféus. Está claro para nós que competições e troféus são vencidos em campo. E nós provamos isso; somos campeões africanos.
Pape Bouna Thiaw, técnico do Senegal
Idrissa Gueye, o jogador com mais partidas pela seleção do Senegal, também destacou o sucesso da equipe em campo.
“Como jogadores, nada pode substituir as emoções intensas que vivenciamos”, disse ele. “Nas últimas quatro edições da Copa das Nações Africanas, Senegal chegou a três finais e conquistou dois títulos. Não roubamos esse resultado. É fruto do trabalho de um país inteiro que se dedicou ao máximo. Merecemos ser campeões africanos em campo.”
O treinador e Gueye se sentaram em frente a um painel com os dizeres “Campeões da África”.
Existe a expectativa de que Senegal possa exibir o troféu da Copa das Nações Africanas para seus torcedores no Stade de France antes da partida, o que poderia aumentar as tensões com Marrocos devido ao protesto e à decisão da Comissão de Apelação.