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Trigo lidera valorização e atinge máxima em um ano na bolsa de Chicago

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Trigo lidera valorização e atinge máxima em um ano na bolsa de Chicago

Mais um dia de forte valorização para os grãos e derivados negociados na Bolsa de Chicago. O trigo liderou os ganhos nesta sexta-feira (6), enquanto a soja também acompanhou o movimento positivo e atingiu o maior nível desde junho de 2024, negociada acima de US$ 12 por bushel.

Segundo a Agrinvest, a escalada das tensões no Oriente Médio continua sustentando a alta do petróleo, o que acaba refletindo em outras commodities, principalmente naquelas ligadas à cadeia de biocombustíveis, como soja e milho.

Na próxima semana, os investidores devem acompanhar novos indicadores divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Entre os destaques estão o relatório semanal de embarques e, na terça-feira (10), a publicação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola (WASDE) de março.

Trigo

Os preços futuros do trigo encerraram a sessão em alta na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em março avançou 5,65%, cotado a US$ 6,1675 por bushel. No acumulado da semana, o ganho foi de 4,27%.

De acordo com a Agrinvest, o trigo renovou a máxima em cerca de um ano, impulsionado principalmente por movimentos de cobertura de posições vendidas antes do fim de semana.

Além disso, o agravamento do conflito no Oriente Médio aumentou a cautela dos investidores e contribuiu para a volatilidade do mercado.

Soja

As cotações da soja também registraram alta nesta sessão na Bolsa de Chicago. Os contrato futuro para entrega em maio avançou 1,82%, encerrando o dia cotados a US$ 12,0075 por bushel. O vencimento teve valorização de 2,56% no acumulado da semana.

Entre os derivados, o óleo de soja e o farelo também fecharam em alta, com ganhos de 1,34% e 2,55%, respectivamente.

O movimento positivo foi impulsionado principalmente pela valorização do óleo de soja, refletindo a disparada do petróleo no mercado internacional em meio à escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Apesar do avanço, os ganhos foram limitados pelo progresso da colheita da safra 2025/26 no Brasil, que segue com expectativa de produção recorde.

Segundo estimativa da Datagro, a safra brasileira de soja 2025/26 pode alcançar 182,2 milhões de toneladas. “Esse aumento na oferta sul-americana pode reduzir a demanda da China pela soja norte-americana”, informou a consultoria.

Milho

No caso do milho, o contrato com vencimento em maio subiu 1,54%, cotado a US$ 4,6050 por bushel. No acumulado da semana, o cereal registrou valorização de 2,68%.

O mercado reagiu aos dados de vendas de exportação divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Segundo o relatório, referente à semana encerrada em 26 de fevereiro, os produtores norte-americanos venderam 2,023 milhões de toneladas de milho da safra 2025/26. O volume superou as expectativas do mercado, que variavam entre 600 mil e 1,6 milhão de toneladas.

Os ganhos para o milho também foram parcialmente limitados após a divulgação do relatório de intenções de plantio da Statistics Canada, publicado na quinta-feira (5). O órgão projeta aumento de 1,7% na área plantada com milho no país em relação a 2025, totalizando 1,578 milhão de hectares.

Como o produtor financia a safra no Brasil?

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