Troca de relator no caso Master é positiva, diz presidente da ADPF à CNN

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Troca de relator no caso Master é positiva, diz presidente da ADPF à CNN

O presidente da ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal), Edvandir Felix de Paiva, afirmou em entrevista ao CNN 360° que a troca de relator no caso envolvendo o Banco Master foi positiva para o andamento das investigações.

Segundo Paiva, após a mudança da relatoria do ministro Dias Toffoli para o ministro André Mendonça, os delegados responsáveis pelo caso se sentem mais confortáveis com o processo. “Internamente, o que eu sinto, conversando com os colegas, vendo a repercussão entre os associados da ADPF, são mais de 2.300 delegados, é que, depois da troca de relator, os colegas estão mais confortáveis, estão entendendo que medidas judiciais atípicas, como vinha ocorrendo, cessaram e a investigação correrá o seu curso normal”, declarou.

Protocolos de investigação

Questionado sobre como funciona o trabalho investigativo dentro da PF (Polícia Federal), Paiva explicou que existem protocolos rígidos que são seguidos há muito tempo. “A investigação segue protocolos, protocolos muito antigos e também que foram aperfeiçoados ao longo do tempo”, explicou.

O presidente da ADPF destacou que, por exemplo, quando os delegados solicitam perícias, não indicam diretamente quais peritos realizarão o trabalho. “Objetivamente, quando nós pedimos perícia, nós não indicamos o perito. O delegado, normalmente, na sua investigação, ele não indica perito. Ele requisita a perícia, ela vai para o setor de perícia e segue uma fila e uma ordem normal lá do setor sem que o delegado tenha qualquer escolha em quem está fazendo a perícia”, esclareceu.

Paiva também ressaltou que não há histórico anterior de juízes escolhendo peritos nas investigações da Polícia Federal, prática que ocorreu quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli estava na relatoria do caso Master.

Compartimentação de dados

Sobre a decisão do ministro André Mendonça que limitou o acesso às informações da investigação à equipe diretamente envolvida no caso, o presidente da ADPF afirmou que isso não alterou o trabalho dos investigadores, pois está alinhado com os procedimentos padrão da instituição.

“Na Academia Nacional de Polícia, nós aprendemos um conceito chamado compartimentação de dados. Só deve saber quem precisa saber”, explicou Paiva, acrescentando que é necessário manter um diálogo entre os investigadores e os superiores hierárquicos, mas apenas “dentro daquilo que pode ser dialogado, dentro daquilo que pode ser revelado”.

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