O presidente Donald Trump afirmou neste domingo (29) que o Irã concordou com “a maioria” dos 15 pontos da lista de exigências dos Estados Unidos para o fim da guerra.
Questionado se o Irã havia respondido a esses pontos, o presidente disse a repórteres: “Eles nos deram a maioria dos pontos. Por que não dariam?”
“Eles estão concordando com o plano. Pedimos 15 coisas e, na maior parte, vamos pedir mais algumas”, continuou Trump.
Teerã não aceitou imediatamente o plano de 15 pontos na semana passada. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, já havia reconhecido que mensagens foram trocadas por meio de intermediários, mas demonstrou ceticismo em relação à posição de Washington.
Trump também disse que o Irã deu aos Estados Unidos petróleo que será enviado amanhã para “provar que eles estão falando sério”. Trump disse na semana passada que, quando falou sobre o Irã dar um “presente” aos país norte-americano, estava se referindo a “10 enormes carregamentos de petróleo”.
“Estamos tendo reuniões muito boas, tanto direta quanto indiretamente, e acho que estamos abordando muitos pontos importantes”, disseTrump.
Enquanto isso, o presidente do parlamento iraniano acusou os Estados Unidos de “planejarem secretamente uma invasão terrestre” durante negociações.
Trump afirmou que ainda está avaliando a possibilidade de tomar a ilha iraniana de Kharg, um importante centro de abastecimento de combustível no norte do Golfo Pérsico, acrescentando que as forças americanas provavelmente precisariam permanecer lá por um longo período. A ilha, responsável por 90% das exportações de petróleo de Teerã, tem sido crucial para a economia do Irã há muito tempo.
O Paquistão afirmou estar preparado para sediar e facilitar negociações entre os EUA e o Irã “nos próximos dias”, após uma reunião de quatro nações na capital paquistanesa, com os ministros das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Turquia e Egito, focada na redução da escalada e no fim da guerra no Oriente Médio.
Autoridades do governo Trump estão trabalhando para organizar uma reunião no Paquistão para discutir uma saída para a guerra no Irã, disseram dois altos funcionários do governo à CNN na semana passada.
