Ícone do site O SERINGAL

Waack: STF trava CPMI do INSS e enquadra investigações

waack:-stf-trava-cpmi-do-inss-e-enquadra-investigacoes

Waack: STF trava CPMI do INSS e enquadra investigações

Nesta quinta-feira (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) deu uma freada de arrumação nas investigações de escândalos levadas adiante por comissões parlamentares de inquérito.  

O pretexto era derrubar uma liminar de um dos ministros, André Mendonça, que permitia a prorrogação dos trabalhos da CPMI do escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). 

Ela foi derrubada por folgada maioria de oito votos a dois, em um festival de críticas ao comportamento das CPIs, que humilham, abusam e vazam conteúdos e quebram sigilos, segundo vários votos a favor da freada de arrumação. 

Relator desse escândalo e também do caso Master, o ministro André Mendonça ficou sabendo que seu ímpeto de investigação, especialmente no Master, é um ímpeto… dele. 

No atual contexto político brasileiro, a tal freada nas investigações tem significado político muito mais abrangente do que a tal harmonia e separação entre os Poderes, como foi enfatizado hoje. 

O que se verifica é uma harmonia muito grande entre integrantes do Supremo, que estão no foco central do escândalo do Master, e o presidente do Senado, cujo incômodo com a CPMI do INSS, por exemplo, sempre foi notório. E o desconforto de todos com escândalos, especialmente o do Master. 

Nas aparências, o que se discutiu e votou hoje no plenário do Supremo foi separação entre os Poderes e limites de investigação por parte do Legislativo. 

No entanto, o que interessa mesmo foi outra coisa: como colocar dentro de balizas escândalos que teimam em escapar das tentativas de abafa e controle. 

Sair da versão mobile