American Airlines planeja retomar voos dos EUA à Venezuela em 30 de abril

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American Airlines planeja retomar voos dos EUA à Venezuela em 30 de abril

A American Airlines anunciou nesta quinta-feira (9) que pretende retomar os voos para a Venezuela em 30 de abril, após ter recebido aprovação do Departamento de Transportes dos Estados Unidos no mês passado.

A companhia aérea afirmou que planeja retomar os serviços para a Venezuela pela primeira vez em mais de seis anos, oferecendo um voo diário entre Miami e Caracas em um Embraer 175 operado pela Envoy, sua subsidiária regional integralmente controlada, sujeito a aprovações adicionais do governo.

O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, revogou em janeiro uma ordem de 2019 que impedia as companhias aéreas americanas de voar para a Venezuela, após uma solicitação do presidente Donald Trump, e aprovou o pedido da American Airlines para a retomada dos voos em março.

A Administração de Segurança de Transportes (TSA) esteve em Caracas há cerca de um mês para revisar os procedimentos de segurança aeroportuária, de acordo com fontes à Reuters, uma etapa necessária para a retomada dos voos.

A American Airlines anunciou os planos de retomar os serviços algumas semanas depois de as Forças Armadas dos EUA terem prendido Nicolás Maduro.

Depois da prisão, Trump solicitou ao Departamento de Transportes que suspendesse as restrições que atualmente impedem voos dos EUA, após uma conversa com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

A American Airlines, que começou a operar na Venezuela em 1987, era a maior companhia aérea dos EUA no país antes de suspender o serviço em 2019, depois da proibição imposta pelos EUA. A empresa afirmou que os voos diários planejados proporcionarão oportunidades para viagens a negócios, lazer e humanitárias.

O Departamento de Estado retirou a Venezuela da lista de países para os quais os americanos não devem viajar em março, emitindo um alerta menos rigoroso de “Reconsiderar a Viagem” devido ao risco de criminalidade, sequestro, terrorismo e infraestrutura de saúde precária.