Análise: Apesar de medidas, combustível ainda pode subir

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Análise: Apesar de medidas, combustível ainda pode subir

O governo federal implementou um pacote de medidas para conter a alta no preço dos combustíveis que pode custar R$ 31 bilhões aos cofres públicos. Apesar dos esforços, a analista de economia Débora Oliveira alerta que os preços ainda podem continuar subindo devido à instabilidade do mercado internacional de petróleo.

Entre as principais medidas adotadas pelo governo, estão a retirada de PIS e Cofins do diesel, implementada no início da guerra na Ucrânia em março, que representa uma redução de 32 centavos por litro. Além disso, o novo pacote inclui uma subvenção ao diesel e ao gás de cozinha, com custos divididos entre União e estados. A maioria dos estados já aderiu à iniciativa.

O pacote também contempla linhas de crédito para companhias aéreas e isenção de impostos federais para o querosene de aviação e biodiesel. “Na semana passada tivemos um aumento anunciado pela Petrobras no querosene de aviação de praticamente 55%, que resulta em passagem aérea mais cara e rotas que são cortadas”, observou Débora, durante o Live CNN desta terça-feira (7).

Para compensar os custos das medidas, o governo implementou um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, o que geraria uma arrecadação estimada em R$ 32 bilhões até 2026. No entanto, a analista destaca que essa projeção depende da manutenção dos preços elevados do petróleo, que têm apresentado grande volatilidade devido às tensões geopolíticas.

“O preço do petróleo tem sido muito volátil. Tem horas que está subindo, tem horas que está caindo, tem horas que está acima de US$ 110, tem horas que cai, e isso causa uma total incerteza e imprevisibilidade”, explica Débora.

As medidas anunciadas pelo governo têm previsão de durar dois meses, com possibilidade de prorrogação por mais dois. Contudo, se a guerra acabar antes disso e o preço do petróleo cair para menos de 90 dólares, todo o cenário de arrecadação muda, e o dinheiro para cobrir os gastos terá que vir de outra fonte.

“Existe a necessidade, isso é indiscutível, de alguma medida ser tomada. Resolve o problema na raiz? Não. É totalmente nula essa medida agora anunciada pelo governo? Tem realmente risco fiscal zero, como a gente tem tido o governo defendendo? Não dá para a gente cravar isso agora”, conclui a analista.

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