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Candidato no Peru pede anulação de eleição e ameaça insurgência civil

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Candidato no Peru pede anulação de eleição e ameaça insurgência civil

O candidato da ultradireita peruana, Rafael López Aliaga, deu na terça-feira (14) um prazo de 24 horas para que a justiça eleitoral do país anule o pleito presidencial do último domingo (12). Caso contrário, afirmou que convocará a população a uma insurgência civil nacional.

Aliaga fez a ameaça em um discurso, quando aparece com uma diferença de menos de meio ponto percentual na apuração dos votos em relação ao segundo colocado, Roberto Sánchez, candidato de esquerda.

“[O tribunal eleitoral] tem 24 horas para declarar a nulidade dessa porcaria”, declarou Aliaga a seguidores sobre o processo, declarando-se em “alerta permanente”.

O prazo para a anulação absoluta do pleito, segundo ele, vai até 20h do Peru (22h no horário de Brasília).

Mais de 200 mesas de votação não puderam realizar eleições no domingo por falta de material eleitoral, o que levou à prorrogação do pleito até o dia seguinte.

Com 90% das urnas apuradas, Keiko Fujimori, ex-deputada e filha do falecido ditador Alberto Fujimori, aparece em primeiro lugar, com 16,9%, seguida por Sánchez, com 11,99%.

Aliaga, que liderava a apuração até ontem, aparece agora em terceiro, com 11,93%. A diferença é de menos de 10 mil votos em relação a Sánchez.

Ex-prefeito de Lima, definido por analistas como da ultradireita, Aliaga também pediu a prisão do chefe do órgão eleitoral do país, Piero Corvetto, pelo que define como uma “fraude eleitoral”.

“A democracia tem o voto popular como eixo fundamental. É a essência da democracia. E esse direito foi roubado diante de todos nós, diante de todo o Peru”, afirmou ele.

Segundo o órgão eleitoral do país, a questão nas mesas de votação se deve a um problema com a empresa privada encarregada da distribuição do material eleitoral.

Sánchez, que agora aparece à frente de Aliaga e deve disputar o segundo turno com Fujimori, foi ministro de Turismo do ex-presidente Pedro Castillo, preso após dissolver o Congresso.

Quem é Keiko Fujimori, candidata à presidência do Peru?

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