O ciclone Vaianu atingiu a costa da Ilha Norte da Nova Zelândia neste domingo (12), provocando inundações, cortes de energia e forçando centenas de pessoas a deixarem suas casas.
O ciclone cruzou a costa perto da Península de Maketu, trazendo ventos que ultrapassaram os 130 quilômetros por hora, chuvas intensas e ondas gigantes, informou o serviço meteorológico nacional, MetService, descrevendo Vaianu como um sistema que representa risco de vida.
As autoridades declararam estado de emergência em diversas regiões e emitiram alertas de vento de nível “vermelho”, reservados apenas para os eventos climáticos mais extremos.
O ciclone estava se deslocando em direção às extremidades da Ilha Norte, poupando Auckland, a cidade mais populosa do país, das piores condições, afirmou o Ministro de Gestão de Emergências, Mark Mitchell. No entanto, ventos e ondas ainda mais fortes eram esperados após a chegada do ciclone à costa na tarde de domingo.
“O ciclone se deslocou mais para as margens e para o leste, o que significa que não vimos a intensidade para a qual estávamos preparados ou que imaginávamos que iríamos enfrentar. Isso é uma boa notícia”, disse Mitchell.
“Em termos do que podemos esperar nas próximas 12 horas, veremos uma intensificação um pouco maior, à medida que o ciclone começa a se aproximar.”
A combinação da maré alta da tarde com as grandes ondas da tempestade pode causar inundações costeiras, alertou Mitchell.
“O período preocupante é a partir das 14h de hoje (horário local, 5h da manhã em Brasília), quando teremos marés altas combinadas com essas grandes ondas”, disse ele.
O ciclone forçou centenas de moradores a deixarem suas casas e deixou 5 mil residências sem energia elétrica, com o fornecimento já restabelecido para cerca de 2 mil, informou ele.
As autoridades do distrito costeiro de Whakatane relataram danos significativos causados pela passagem do tufão Vaianu, com retiradas obrigatórias realizadas em 270 propriedades.

Membros das Forças de Defesa da Nova Zelândia e equipamentos pesados também foram mobilizados para auxiliar nas remoções.
O MetService informou ter registrado rajadas de vento de 130 quilômetros por hora em algumas áreas, precipitação acumulada em 24 horas superior a 100 mm na cidade de Whangarei e ondas com altura superior a seis metros.
A Air New Zealand afirmou em comunicado que cancelou mais de 90 voos, principalmente partindo de aeroportos regionais da Ilha Norte.
“Os voos domésticos e internacionais estão operando normalmente, embora haja alguns atrasos devido às condições climáticas”, disse a companhia aérea.
O Corpo de Bombeiros e Emergências da Nova Zelândia informou ter atendido a mais de 100 chamados de assistência relacionados a danos causados pelo vento e alagamentos.
As condições meteorológicas irão melhorar à medida que Vaianu se desloca pela Ilha Norte, antes de deixar a região de Hawke’s Bay no domingo à noite, informou o MetService.
“A situação deve melhorar a partir de hoje à noite e amanhã, mas, no momento, este ainda é um sistema meteorológico que representa risco de vida”, disse Heather Keats, chefe de notícias meteorológicas do MetService.
Vaianu trouxe à tona lembranças do Ciclone Gabrielle de 2023, que matou 11 pessoas e deixou milhares desabrigadas, sendo um dos maiores desastres naturais da Nova Zelândia neste século.