Líder do Comando Vermelho no Acre é preso no Rio de Janeiro
Antônio Menezes de Castro, conhecido como “Classe A” ou “Tintina”, foi preso na última sexta-feira, 17 de abril, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Considerado o “número 2” do Comando Vermelho (CV) no Acre, ele era um dos principais alvos da Operação Casa Maior, deflagrada pela Polícia Civil do Acre (PCAC) em janeiro de 2026.
Detalhes da Prisão e Investigação
- Função na Facção: As investigações apontam que Antônio era o responsável pela gestão financeira da organização, a chamada “caixinha” do CV no Acre. Sua presença no Rio de Janeiro teria o objetivo de prestar contas aos líderes da facção.
- Tentativa de Fuga: Para evitar o monitoramento das autoridades, o suspeito utilizou uma estratégia de despiste, realizando pelo menos dez trocas de veículos durante o trajeto interestadual até chegar ao Rio.
- Histórico e Flagrante: Além da ficha criminal, que inclui passagens por roubo, furto, tráfico de drogas e homicídio, ele foi preso portando um documento de identificação falso.
Contexto: Operação Casa Maior
A Operação Casa Maior, realizada em janeiro de 2026, foi uma das maiores ações policiais já executadas no Acre, com operações simultâneas em Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul.
- Resultados da operação: Foram cumpridos mais de 100 ordens judiciais, incluindo 62 mandados de prisão preventiva e 39 de busca e apreensão.
- Apreensões: Mais de 40 pessoas foram detidas. Além disso, foram apreendidos R$ 27 mil em espécie, arma de fogo, munições, veículos, e houve o bloqueio de contas bancárias ligadas ao grupo criminoso.
Pronunciamento das Autoridades
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, enfatizou a eficácia do trabalho conjunto entre as polícias civis do Acre e do Rio de Janeiro.
”Essa prisão representa um duro golpe contra o crime organizado no Acre. Mesmo após conseguir fugir da Operação Casa Maior, nossas equipes continuaram trabalhando de forma integrada (…) compartilhando informações de inteligência. A captura desse indivíduo demonstra que não há espaço para impunidade”, afirmou o delegado.
