Debate sobre escala 6×1 é “doping eleitoral”, diz ex-presidente da FIEMG

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Debate sobre escala 6×1 é “doping eleitoral”, diz ex-presidente da FIEMG

Flávio Roscoe, ex-presidente da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), criticou o debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil, classificando a discussão como um “doping eleitoral”. Em entrevista à CNN, Roscoe, que é filiado ao PL, lamentou que um tema tão importante para o futuro do país esteja sendo discutido em um contexto eleitoral.

Segundo o empresário, a redução da jornada de trabalho pode trazer consequências negativas para a economia brasileira. “O conjunto da sociedade trabalhar menos significa que o poder de compra vai cair, porque tudo vai custar mais caro”, afirmou.

Ele argumenta que, mesmo que os trabalhadores mantenham nominalmente o mesmo salário, haveria um processo inflacionário que corroeria o poder aquisitivo da população.

Roscoe defendeu que o debate sobre a jornada de trabalho deveria ocorrer por meio de negociações coletivas entre representantes dos trabalhadores e dos empregadores, como já acontece em diversos setores. “A jornada média brasileira já é de 39 horas e não de 44, mas para alguns segmentos é fundamental que ela seja de 40”, explicou.

Comparações internacionais

O ex-presidente da FIEMG citou exemplos internacionais para sustentar sua posição. Segundo ele, a França é um dos poucos países que reduziu a jornada máxima de trabalho e hoje possui uma “dinâmica de crescimento econômico muito menor que seus pares”. Em contrapartida, mencionou que a Alemanha, com nível de desenvolvimento superior ao francês, mantém jornada máxima de 48 horas.

Roscoe também citou exemplos de países asiáticos com jornadas mais extensas: “A indústria no Japão trabalha 72 horas de jornada máxima. A China trabalha 72 horas”. Para ele, “reduzir precocemente a jornada pode trazer consequências graves para o nível social brasileiro”.

Roscoe defendeu que, caso participe do pleito eleitoral, vai defender “aquilo que é correto para a sociedade” e não o que poderia lhe dar vantagem eleitoral. Ele concluiu afirmando que é preciso olhar além do curto prazo e considerar o que levará o Brasil “para o futuro a médio e longo prazo”.

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