Anwar Gargash, autoridade dos Emirados Árabes Unidos, afirmou que qualquer acordo sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã precisa garantir o acesso pelo Estreito de Ormuz, alertando que uma proposta que não consiga controlar o programa nuclear do Irã e seus mísseis e drones abriria caminho para “um Oriente Médio mais perigoso e mais volátil”.
Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, declarou em uma coletiva de imprensa no último fim de semana que o Estreito de Ormuz, a via petrolífera mais importante do mundo, não pode ser transformado em arma.
Ele enfatizou que sua segurança não é uma moeda de troca regional, mas um imperativo econômico global.
“O Estreito de Ormuz não pode ser refém de nenhum país”, disse Gargash, acrescentando que a liberdade de navegação pela hidrovia “tem que ser parte integrante da solução de qualquer conflito com um acordo claro sobre isso”.
A autoridade também disse que os Emirados Árabes Unidos querem que a guerra termine, mas advertiu contra um cessar-fogo que deixe sem solução as causas fundamentais da instabilidade.
“Não queremos ver uma escalada cada vez maior”, afirmou ele. “Mas não queremos um cessar-fogo que não resolva algumas das principais questões que criarão um ambiente muito mais perigoso na região… principalmente o programa nuclear (do Irã), os mísseis e drones que ainda estão chovendo sobre nós e sobre outros países.”
Estados Unidos e Israel têm bombardeado o Irã com mísseis e ataques aéreos por mais de cinco semanas para destruir o que eles disseram ser uma ameaça iminente do programa de desenvolvimento de armas nucleares do país, do arsenal de mísseis balísticos e do apoio a milícias regionais.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
