O empresário da noite Marck Jhoannes da Silva Lisboa voltou ao presídio de Rio Branco, no início da noite desta quinta-feira, após se entregar às autoridades policiais. Ele se entregou na manhã desta quarta-feira, 15, e, após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira, 16, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça, sendo encaminhado ao presídio de Rio Branco. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa, com papel estratégico na coordenação das atividades ilícitas, que incluiriam tráfico de entorpecentes com agravante de atuação interestadual, além de 38 atos de lavagem de dinheiro. Também responde por dano qualificado ao patrimônio público. O grupo foi alvo de uma operação iniciada após a apreensão de aproximadamente 167 quilos de cocaína escondidos em um caminhão interceptado pela Polícia Federal em 2021, durante transporte interestadual da droga com saída do Acre e com destino ao Nordeste. A partir desse caso, as apurações foram ampliadas e levaram à identificação de um grupo organizado voltado ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e já recebida pelo Judiciário, a investigação ainda envolve outros nomes. O empresário André Borges e Douglas Henrique da Cruz foram denunciados por integrar organização criminosa e por lavagem de dinheiro agravada pelo vínculo com o grupo. Já John Muller Lisboa responde pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, enquanto Mayon Ricary Lisboa é acusado de participação no grupo e de praticar lavagem de dinheiro por sete vezes.
A decisão que decretou a prisão preventiva de Marck Jhoannes levou em consideração não apenas a gravidade dos crimes atribuídos, mas também o comportamento do investigado durante o processo. Conforme consta nos autos, ele teria rompido a tornozeleira de monitoramento eletrônico anteriormente imposta, o que reforçou, segundo o juízo da Vara de Organizações Criminosas, a necessidade da medida mais rigorosa.
Na decisão, o magistrado destacou o papel de liderança exercido pelo empresário na estrutura criminosa, apontando sua influência direta na articulação das atividades ilícitas e na movimentação de recursos de origem suspeita. A manutenção da prisão após a audiência de custódia indica o entendimento de que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
O caso segue em tramitação e deve avançar para a fase de instrução processual, quando serão analisadas as provas reunidas e ouvidas as partes envolvidas.