O atual cenário geopolítico fez com que os Estados Unidos e a Europa estabelecessem uma relação de “amigos distantes”. A avaliação é de Carlos Frederico Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Eceme, durante o WW.
Para Coelho, a relação recente entre os dois lados do Atlântico pode ser definida pelo afastamento, com “literalmente um oceano entre eles”.
O especialista detalha que isso ocorre porque os Estados Unidos tentam reorientar sua política externa para enfrentar a ascensão econômica da China, “pulverizando as as instituições multilaterais e as regras criadas desde a Segunda Guerra Mundial.”
“O governo americano optou por essa abordagem, acreditando que haveria um maior ganho relativo para o país se agisse dessa forma em múltiplos cenários de maneira unilateral”, afirmou
Os resultados dessa abordagem têm demonstrado limitações importantes, especialmente na relação com aliados históricos como os países europeus. Segundo o professor, a política externa de coerção adotada tem encontrado barreiras significativas. “O que a gente está enxergando são os limites desse unilateralismo”, detalhou.
Coelho concluiu que as primeiras medidas desse modelo político, como a imposição de tarifas, foram consideradas como “uma péssima maneira de se começar” as relações exteriores americanas.
