O SERINGAL

Estudante do Acre cria laboratório itinerante de robótica para comunidades indígenas e avança entre os 40 melhores projetos educacionais do Brasil

O talento e a criatividade da juventude acreana voltam a ganhar destaque no cenário educacional brasileiro. A estudante Esther Hadassa Lima de Carvalho, acadêmica do último período do curso superior de Tecnologia em Sistemas para Internet do Instituto Federal do Acre, conquistou projeção nacional ao ter seu projeto AquiriLab selecionado entre os 40 melhores do país no Desafio LED – Luz na Educação 2026.

O desafio é promovido pela TV Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e busca identificar ideias capazes de transformar a educação no Brasil por meio da inovação, criatividade e impacto social.

Nesta edição, mais de 3.800 projetos foram inscritos por participantes de todas as regiões do país. Após um rigoroso processo seletivo, apenas 80 iniciativas avançaram para a segunda fase, e agora somente 40 seguem na disputa nacional — grupo seleto do qual a estudante acreana faz parte.

O projeto AquiriLab propõe a criação de um laboratório itinerante de robótica e cultura maker, pensado especialmente para alcançar comunidades indígenas e ribeirinhas que possuem pouco acesso à tecnologia e à infraestrutura digital. A proposta aposta em uma metodologia simples e inclusiva: ensinar conceitos de tecnologia utilizando materiais acessíveis e de baixo custo, como papelão, garrafas PET, papel alumínio, LEDs e baterias.

Mais do que apresentar ferramentas tecnológicas, a iniciativa busca estimular letramento digital, pensamento crítico e criatividade, permitindo que crianças e jovens desenvolvam soluções a partir de sua própria realidade.

Como parte do desenvolvimento do projeto, Esther realizou uma oficina piloto no Horto Florestal, onde crianças participaram de atividades de lógica, construção de circuitos elétricos simples e experiências práticas de robótica artesanal. Mesmo com recursos limitados, todos os participantes conseguiram montar circuitos funcionais e acender LEDs, comprovando a viabilidade da metodologia proposta.

A iniciativa evidencia que é possível democratizar o acesso à tecnologia mesmo em regiões com pouca infraestrutura, reforçando o papel da educação como ferramenta de transformação social.

O reconhecimento nacional do AquiriLab não representa apenas uma conquista individual, mas também um motivo de orgulho para o Acre. A presença de uma estudante do estado entre os destaques do país demonstra que a inovação educacional também nasce na Amazônia, impulsionada pela criatividade, pela dedicação e pelo compromisso de jovens que acreditam na educação como caminho para construir um futuro mais justo e inclusivo.

A trajetória de Esther Hadassa já inspira estudantes, educadores e comunidades, provando que grandes ideias podem surgir em qualquer lugar — inclusive nos lugares onde a educação precisa chegar com mais força.

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