O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mira a base de direita e do agronegócio em agendas a partir desta quinta-feira (9) no Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul.
Embora busque expandir a base de potenciais eleitores para além da direita, a avaliação é de que também é premente manter quem já é fiel ao bolsonarismo. Portanto, se mostrar próximo ao agronegócio e reforçar os vínculos com grupos alinhados à direita.
Flávio Bolsonaro confirmou presença na abertura da Expogrande, feira agropecuária em Campo Grande, capital sul-mato-grossense, nesta quinta. Em vídeo ao lado do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), o pré-candidato chamou o setor de “orgulho”.
Entre os pré-candidatos do PL ao Senado no estado, alguns dos nomes mais próximos a Flávio são os do ex-governador do Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja, que assumiu a presidência estadual da sigla, e do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS).
O Mato Grosso do Sul também é o estado eleitoral da senadora Tereza Cristina (PP), que cogita a reeleição. Ela é tida como um nome forte para ser candidata a vice na chapa de Flávio. No entanto, ela não tem demonstrado tanta empolgação com a possibilidade. Aliados de Flávio inclusive já começaram a aventar alternativas.
O estado é um dos principais polos político-econômicos da agroindústria. Dessa forma, será ainda uma oportunidade de Flávio falar a produtores rurais e representantes do setor.
Já no Rio Grande do Sul, no sábado (11), a agenda deve ter caráter mais político, com interlocução junto a lideranças e grupos identificados com a direita. O evento será composto por políticos do PL, Novo, Republicanos, Progressistas e Podemos.
A intenção é lançar a pré-candidatura do deputado federal Coronel Luciano Zucco (PL-RS) ao governo estadual gaúcho, além das pré-candidaturas dos deputados federais Ubiratan Sanderson (PL-RS) e Marcel van Hattem (Novo-RS) ao Senado.
A movimentação reforça a estratégia de consolidar um apoio em segmentos-chave — como o agronegócio — e, ao mesmo tempo, manter a presença ativa em estados com bases ideológicas importantes.
