O cenário político do Acre passou por uma movimentação intensa nesta quinta-feira, 2 de abril. Atendendo aos prazos de desincompatibilização da Justiça Eleitoral, o governador Gladson Cameli oficializou, via Diário Oficial do Estado (DOE), uma série de exonerações em pastas estratégicas. A reforma administrativa ocorre no mesmo período em que o próprio governador deixa o cargo para focar em sua pré-candidatura ao Senado, transmitindo o comando do Executivo para a vice-governadora Mailza Assis.
Não se sabe se os nomeados agora serão aproveitados pela governadora, que planeja a sua própria reforma.
Os nomes que deixam o governo são figuras centrais da gestão e agora se preparam para a disputa proporcional ou majoritária no pleito de outubro. Para garantir a continuidade dos serviços públicos, foram nomeados substitutos — em sua maioria técnicos e secretários adjuntos que já atuavam nas pastas.
Confira as mudanças por setor:
Saúde
A Secretaria de Saúde (Sesacre), uma das pastas de maior visibilidade, terá comando interino.
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Sai: Pedro Pascoal.
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Assume: Ana Cristina Moraes (interina).
Infraestrutura e Saneamento
No setor de obras e serviços básicos, o Saneacre e o Deracre passam por trocas de liderança. Destaque para Sula Ximenes, que, apesar de deixar a presidência do órgão de estradas, continua na estrutura administrativa.
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Saneacre: Sai Zé Bestene; assume Geovani da Silva Soares.
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Deracre: Sai Sula Ximenes; assume Roberto Assaf de Oliveira.
Cultura, Esporte e Tecnologia
Órgãos voltados ao desenvolvimento social e tecnológico também tiveram baixas importantes de pré-candidatos.
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Cultura (FEM): Sai Minoru Kinpara; assume Matheus Gomes de Sousa.
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Esporte e Lazer: Sai Ney Amorim; assume Artemildon Matos de Brito.
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Tecnologia (Funtac): Sai João Paulo Bittar; assume Edson Martins de Siqueira Júnior.
Representação em Brasília
A articulação política na capital federal, fundamental para a captação de recursos, também sofre alteração.
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Repac: Sai Fábio Rueda; assume Samuel Lisboa Alves.
O que diz a Lei: De acordo com a Lei Complementar nº 64/1990, ocupantes de cargos públicos que desejam concorrer a mandatos eletivos devem se afastar de suas funções seis meses antes do primeiro turno das eleições. Este processo, chamado de desincompatibilização, visa evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
A expectativa agora se volta para os primeiros atos de Mailza Assis como governadora em exercício, que deverá consolidar a equipe de transição e manter o ritmo das obras e projetos iniciados por Cameli.
