A governadora Mailza Assis subiu o tom da resposta aos desastres ambientais neste domingo, 5 de abril de 2026. Em um movimento que une o rigor administrativo à experiência de quem já comandou a ponta da assistência social, a governadora oficializou o Decreto nº 11.865, colocando seis municípios em situação de emergência de Nível II e despachando, em tempo recorde, as primeiras carretas de ajuda humanitária.
A agilidade na resposta não é coincidência. Mailza, que traz no currículo a gestão da Secretaria de Assistência Social e a coordenação do programa “Juntos pelo Acre”, parece estar aplicando a mesma metodologia de campo agora do topo do Executivo.
A primeira grande remessa — contendo 200 cestas básicas e 100 colchões — teve como destino Cruzeiro do Sul, onde a cheia do Rio Juruá já desabrigou dezenas de famílias, incluindo comunidades indígenas. A determinação da governadora é clara: a burocracia não pode ser barreira quando a água atinge as casas.
Monitoramento em tempo real
Diretamente do Centro Integrado de Inteligência (Cigma), Mailza acompanhou os gráficos de elevação dos rios Envira, Abunã, Purus e Tarauacá.
“Estamos realizando o monitoramento em tempo real. Isso permite que o planejamento saia do papel e a assistência chegue ao cidadão antes que o isolamento seja total”, afirmou a governadora.
Foco nos vulneráveis e povos indígenas
A operação detalha um cuidado específico com as minorias. Das 200 cestas enviadas ao Juruá, metade foi destinada exclusivamente a famílias indígenas, que sofrem com a logística dificultada pelas correntezas. Segundo o município de Cruzeiro do Sul, cerca de 268 pessoas já estão em abrigos públicos sob supervisão do Estado.
Cidades em emergência (Decreto 11.865):
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Cruzeiro do Sul
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Feijó
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Mâncio Lima
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Rodrigues Alves
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Tarauacá
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Plácido de Castro
“Planejamento para eventos extremos”
A diretora de Assistência Social da SEASDH, Siomary Benevides, reforçou que a determinação da governadora é de celeridade total. O governo agora trabalha com a meta de atender as mais de 40 mil pessoas afetadas direta ou indiretamente em todo o estado.
Para Mailza Assis, a crise das cheias de 2026 é o teste definitivo de sua meta pessoal: transformar o governo em uma extensão do programa de assistência que ela mesma ajudou a consolidar, garantindo que a presença do Estado seja sentida “no pé do barco e na porta do abrigo”.