O Irã formulou uma resposta às exigências dos Estados Unidos para o fim da guerra e a anunciará “quando necessário”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, citado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA.
Baghai se referia à lista de 15 exigências que Washington transmitiu a Teerã por meio do Paquistão. Ele disse que a proposta era “extremamente excessiva, incomum e ilógica”, acrescentando que o Irã tem uma “experiência muito amarga de negociação com os EUA”.
A agência de notícias Reuters noticiou nesta segunda-feira (6) que o Irã e os EUA receberam uma proposta para o fim das hostilidades, que poderia entrar em vigor já nesta segunda.
O site americano Axios também informou que os EUA, o Irã e mediadores regionais estavam discutindo um possível cessar-fogo de 45 dias como parte de um acordo em duas fases que levaria ao fim permanente da guerra.
Baghai não comentou especificamente as notícias, mas rejeitou um cessar-fogo temporário, afirmando que isso permitiria que os adversários fizessem uma pausa e se preparassem para a continuação da guerra. “Estamos pedindo o fim da guerra e a prevenção de sua repetição.”
Ele acrescentou que quaisquer negociações diplomáticas são “absolutamente incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças de cometer crimes de guerra”, referindo-se à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de bombardear infraestruturas iranianas importantes caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz.
Em outra declaração, o porta-voz das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, afirmou nesta segunda-feira (6) que, se os ataques contra alvos civis se repetirem, a retaliação do Irã será em uma escala muito maior e as perdas “várias vezes maiores”, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.
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