O julgamento sobre suposta corrupção do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, será retomado neste domingo (12), segundo o porta-voz dos tribunais. Isso acontece após a suspensão do estado de emergência em Israel, que havia sido imposto por causa da guerra com o Irã.
A medida, que havia fechado escolas e locais de trabalho, foi suspensa na noite de quarta-feira (8). Um acordo de cessar-fogo de duas semanas também foi firmado com o Irã, mas, desde então, ataques israelenses ao Líbano devido à presença do Hezbollah, que é apoiado por Teerã, colocaram a trégua em risco.
“Com a suspensão do estado de emergência e o retorno do sistema judiciário ao trabalho, as audiências serão retomadas como de costume”, disse um comunicado dos tribunais israelenses, acrescentando que elas ocorrerão entre domingos e quartas-feiras.
Netanyahu é o primeiro premiê israelense em exercício a ser acusado de um crime. Ele nega as acusações de suborno, fraude e quebra de confiança apresentadas em 2019 após anos de investigações.
O julgamento, que começou em 2020 e pode levar a penas de prisão, foi adiado diversas vezes devido a seus compromissos oficiais, sem data de término à vista.
Trump deu apoio aos apelos de Netanyahu ao presidente de Israel, Isaac Herzog, por um perdão, citando o impacto das aparições regulares no tribunal sobre sua capacidade de cumprir as obrigações.
O gabinete de Herzog disse que o departamento de indulto do Ministério da Justiça reuniria opiniões para apresentar ao consultor jurídico do presidente, que formulará uma recomendação, conforme a prática padrão. Geralmente, os perdões não são concedidos no meio do julgamento.
