A Justiça da Argentina retomará nesta terça-feira (14) o julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona, ídolo máximo do futebol nacional que morreu em 2020, aos 60 anos.
A equipe médica que cuidava do ex-jogador na época de seu falecimento é acusada de negligência e homicídio simples com dolo eventual.
O caso havia sido anulado pela Justiça em maio do ano passado após o afastamento da juíza Julieta Makintach, envolvida na gravação de um documentário não autorizado sobre o julgamento de Maradona.
Agora, todas as partes que prestaram depoimento e apresentaram provas no processo anterior terão que ser ouvidas novamente pelo Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro.
Sete dos oito envolvidos na equipe médica de Maradona estarão frente a frente com os juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón. São eles:
- o médico Leopoldo Luciano Luque (45 anos);
- a psiquiatra Agustina Cosachov (41);
- o psicólogo Carlos Ángel Díaz (34);
- Nancy Edith Forlini (57), coordenadora da prestadora de serviços médica contratada;
- Mariano Ariel Perroni (45), coordenador da Medidom SRL;
- Ricardo Omar Almirón (42), enfermeiro;
- o clínico Pedro Pablo Di Spagna (53).
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O crime de homicídio simples com dolo eventual, pelo qual são julgados os sete profissionais, tem pena prevista de 8 a 25 anos.
A enfermeira Dahiana Gisela Madrid, de 41 anos, será submetida a um tribunal de júri, conforme solicitado por seu advogado, mas que ainda não tem data para acontecer.
Um total de 92 pessoas irá declarar perante a Justiça, incluindo as filhas de Maradona, outros familiares e gente que fazia parte de seu entorno.
Diego Armando Maradona morreu em casa, aos 60 anos, em novembro de 2020, vítima de insuficiência cardíaca enquanto se recuperava de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro.
A defesa da equipe médica nega as acusações de homicídio relacionadas ao tratamento do campeão do mundo em 1986.
