
Diante da situação crítica, moradores da própria comunidade boliviana improvisaram uma solução emergencial e amarraram com cordas de nylon o tablado da estrutura, na tentativa de evitar que a ponte fosse arrastada pela força da água.
A interdição pegou de surpresa estudantes brasileiros que cursam medicina do lado boliviano da fronteira e retornaram às aulas nesta segunda-feira (6), após o recesso do início do ano. Sem poder atravessar de carro, muitos tiveram que passar pelo posto policial a pé e caminhar mais de três quilômetros — percurso que leva cerca de uma hora — até chegar às universidades.
Durante a passagem da reportagem do portal OSeringal pelo local, alguns estudantes aproveitaram para fazer um apelo às autoridades acreanas.
“Esperamos que o governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas e Rodagens, não nos deixe enfrentar esse sofrimento por muito tempo”, disse o estudante Roberto Henrique Gonçalves.
A ponte foi construída pelo governo do Acre há cerca de 18 anos e está sob responsabilidade do Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre), por ser considerada uma estrutura de utilidade pública que atende comunidades dos dois países.
A presidente do órgão, Sula Ximenes, informou que o Deracre já tem conhecimento da situação e manifestou solidariedade aos cerca de 300 estudantes brasileiros que atravessam a fronteira diariamente para estudar. Segundo ela, no entanto, a realização de obras de manutenção depende de autorização do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Defesa, por se tratar de uma área de fronteira internacional.