Petecão, o Call Center do “juízo final”, põe Caiado em linha com Birico, que sugere fuzilamento e pena de morte pra “limpar o Brasil”

Em um momento de pura efervescência geopolítica (ou seria apenas uma recepção animada na casa do Senador Sergio Petecão?), internautas acreanos presenciam o que pode ser o nascimento de uma nova doutrina de segurança pública. O protagonista? Ninguém menos que o intrépido, polêmico e — por que não dizer? — abnegado comissionado Rui Birico, lotado na Secretaria de Estado de Obras. 


O “Hotline” Acre-Goiás

Esqueça o telefone vermelho que ligava Washington a Moscou durante a Guerra Fria. No Acre, a linha direta do poder funciona via viva-voz, mediada pela articulação sempre sorridente de Sergio Petecão. O senador, em um gesto de pura descontração, colocou Birico frente a frente (ou melhor, ouvido a ouvido) com o presidenciável Ronaldo Caiado.

O que se seguiu foi uma “consultoria técnica” que faria qualquer cientista político engasgar com o café. Birico, com a desenvoltura de quem domina (?) as massas e os corredores palacianos, resolveu dar aquele “reforço” maroto no plano de governo do governador goiano.

Sem rodeios e com o pragmatismo que lhe é peculiar, o nosso intrépido Birico apresentou sua tríade de soluções definitivas para a paz social. Se Caiado buscava sugestões, ele encontrou um verdadeiro arsenal legislativo: para Birico, a justiça é matemática. Teve três passagens pela polícia? A sugestão é o “fuzilamento pedagógico”. É o fim da porta giratória do sistema carcerário, literalmente. E o que dizer da tolerância Zero Elevada ao Cubo? Ou seja, pena de morte sumária para quem matar mulheres, idosos ou crianças.

Enquanto o Senador Petecão assistia a tudo com o olhar de quem já viu de tudo na política acreana, Birico seguia firme, destilando seu plano de governo que faz o Código de Hamurabi parecer um manual de boas maneiras da etiqueta francesa.


“Birico não sugere, ele decreta. Se Caiado queria o voto do Acre, agora já sabe que o preço é a implementação do ‘Doutrinamento Biricano’.” — Observador anônimo presente na recepção.

Caiado deve ter se sentido no labirinto acreano. Do outro lado da linha, resta imaginar a expressão dele. Entre o apoio de um estado minúsculo e as propostas “ousadas” do nosso comissionado, o presidenciável sentiu o calor do sol do Acre e a intensidade de suas figuras públicas.

Se a moda pega, os próximos debates presidenciais terão um tempero acreano: menos burocracia e mais… bom, digamos que Birico prefere métodos mais “definitivos”.

O vídeo do momento já circula nos grupos de WhatsApp, servindo como prova de que, no Acre, a política pode até não ser exata, mas é sempre um espetáculo à parte.