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Portais reagem a plano sorrateiro de falso jornalista para aparelhar a Comunicação do Acre mediante pressão e mentiras

O jornalismo acreano vive um momento de depuração necessária, mas dolorosa. O episódio que emerge das sombras do recém-criado Portal Acre não é apenas um caso de má conduta profissional; é um atentado contra a honra de uma classe inteira. A figura de Fredson Camargo (na foto), sócio do jornalista Leônidas Badaró, personifica hoje o que há de mais abjeto na comunicação clandestina: a extorsão travestida de notícia e o uso oportunista de nomes respeitados para pavimentar caminhos de interesses escusos. Veja abaixo a nota conjunta de postais e seus respectivos jornalistas responsáveis, em repúdio.

Usar o nome de profissionais sérios como Ray Melo (Notícias da Hora), Gina Menezes (Folha do Acre) e Iam Arabar (Acre Alerta) para pressionar a governadora Mailza Assis é uma manobra de uma vileza sem precedentes. Camargo, um indivíduo estranho aos registros do Ministério do Trabalho e Emprego e dono de uma ficha corrida que fala mais alto que qualquer artigo assinado, tentou vender uma “unanimidade” inexistente para emplacar nomes na Secretaria de Comunicação.

O objetivo é claro: empoderar projetos pessoais com dinheiro público. Não se trata de uma discussão sobre a competência de Jeffson Dourado — que muitos têm como amigo —, mas sobre o método criminoso e sorrateiro utilizado para tentar “fritar” gestores e puxar tapetes no Palácio Rio Branco.

O desabafo de Ray Melo, Arabar e Gina Menezes ecoa o sentimento de quem constrói credibilidade com suor e ética ao longo de décadas. Ver esses nomes jogados em uma “campanha de sombras” é inaceitável. O mais surpreendente, contudo, é a conivência de Leônidas Badaró. Como alguém tido por muitos como honrado e ético permite que seu sócio utilize um portal de notícias como ferramenta de achaque e pressão política? A omissão, neste caso, é tão grave quanto a ação.

Como profissionais que prestam serviço ao Estado há anos, reafirmamos: o jornalismo não é um puxadinho de delegacia nem um balcão de negócios para chantagistas. Não deveria ser.

Decisões de governo cabem aos governantes. Tentar influenciar nomeações através de mentiras e uso indevido da imagem alheia é crime, é antiético e deve ser combatido com o rigor da lei.

“Não temos poder para influenciar a vontade da governadora, tampouco seria ético”, destacou o jornalista Ray Melo, proprietário do site noticiasdahora, um dos “consultados por Camargo.

A jornalista Gina Menezes, dona do portal folhadoacre, destaca:

“É preciso parar isso.  Os comunicadores sérios estão sendo levados a um conceito ruim”.

Iam Arabar, jornalista que administra o Portal Acre Alerta, também opinou:

“Eu soube. E quando ele me ligou eu decidi não atender. Também não retornei. Está sendo uma surpresa pra mim tudo isso. Não concordo”, disse.

Como prestador de serviços ao governo por 7 anos e meio, eu, pessoalmente, em nome do Portal oseringal, reafirmo que jamais me insurgi contra decisões que os governantes podem ter, tampouco apoiarei campanhas sorrateiras, nas sombras, a fim de puxar tapete de um ou de outro. Usar meu nome sem meu consentimento gerou revolta, obviamente.

A governadora Mailza Assis e seu entorno precisam estar alertas. O jornalismo sério do Acre diz CHEGA.

Não aceitaremos ser levados a um conceito ruim por conta de figuras clandestinas que operam sob o signo da maldade extrema e do descontrole. Que os boletins de ocorrência e a justiça deem o destino adequado a quem confunde liberdade de expressão com licença para extorquir.

A verdade não habita nas sombras

NOTA CONJUNTA DE REPÚDIO

Os portais de notícias abaixo assinados, representados por seus respectivos diretores e editores, vêm a público, em estrita observância à ética que norteia a comunicação social no Estado do Acre, esclarecer e repudiar veementemente os fatos recentemente reportados envolvendo o senhor Fredson Camargo.

1. DA AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO E REPRESENTATIVIDADE: Reafirmamos, de forma inequívoca, que o referido cidadão jamais recebeu autorização, procuração ou consentimento de qualquer um dos signatários desta nota para falar em nome de nossos veículos, de nossas empresas ou de nossas direções junto à Governadora do Estado, Mailza Assis, ou a qualquer membro de sua equipe de governo.

2. DO REPÚDIO ÀS PRÁTICAS DE COERÇÃO: O jornalismo é uma função essencial à democracia, pautada pela transparência e pelo interesse público, que é justo defender direitos legítimos, sejam financeiros, sejam outros. Porém, repudiamos qualquer tentativa de utilização de nomes de jornalistas e veículos de renome para fins de pressão política, barganha por cargos públicos ou estratégias de “fritura” de gestores. Tais práticas não pertencem ao campo do jornalismo, mas sim ao da criminalidade e da extorsão, aos quais não nos associamos.

3. DA DEFESA DA ÉTICA PROFISSIONAL: O uso indevido de nossa credibilidade para validar projetos pessoais de terceiros é uma ofensa grave à nossa trajetória. O mercado de comunicação acreano possui vozes estabelecidas e canais oficiais de diálogo. Não reconhecemos em figuras que atuam à margem dos registros profissionais (MTE) e da conduta ética a capacidade de representar os anseios desta classe.

4. DAS PROVIDÊNCIAS CABÍVEIS: Alertamos às autoridades e ao público em geral que quaisquer investidas que utilizem nossos nomes sem o devido suporte editorial direto em nossos canais oficiais devem ser ignoradas e, se necessário, denunciadas aos órgãos competentes. Reservamo-nos o direito de adotar as medidas judiciais cabíveis para a preservação de nossas imagens e marcas contra o uso indevido e calunioso por parte de agentes clandestinos.

Reiteramos nosso compromisso exclusivo com a verdade e com a sociedade acreana, mantendo nossa independência e o respeito às prerrogativas institucionais do Governo do Estado.

Rio Branco – AC, 06 de abril de 2026.


Assinam esta nota:

 

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