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Tripulação da Artemis II levou bandeira de Apollo 18 para viagem à Lua

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Tripulação da Artemis II levou bandeira de Apollo 18 para viagem à Lua

A tripulação da Artemis II, composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, levou uma bandeira da missão Apollo 18 para a nova viagem à Lua.

O símbolo é um resgate simbólico das missões Apollo, que ocorreram há mais de cinco décadas e não foram acabadas. A CNN Brasil te explica abaixo:

A “esquecida” Apollo 18

Mesmo que no imaginário popular a exploração lunar americana tenha acabado na Apollo 17, a Nasa possuía planos para mais outras três viagens para o século XX. No papel, a agência espacial já havia planejado um total de 20 missões para o programa Apollo.

A Apollo 18 chegou a ser planejada, mas acabou por ser cancelada quando o governo dos Estados Unidos encerrou oficialmente o programa lunar. O cancelamento não foi motivado por limitações técnicas, mas sim por fatores econômicos e geopolíticos. Como o custo operacional era muito elevado, a nasa sofreu cortes severos no orçamento, o que forçou a agência a abandonar a deia de enviar seres humanos à Lua.

Futuro da Nasa e novas tecnologias

busca pela resposta para a pergunta “estamos sozinhos?” está no cerne de quase todas as atividades da Nasa. Em entrevista à CNNo administrador da Nasa, Jared Isaacman, contou como a agência monta as estruturas das futuras missões com o objetivo de desvendar os segredos do universo encontrar sinais de vida fora da Terra.  

Veja também: Vida alienígena: entenda como Nasa busca respostas no universo

Uma das peças fundamentais citadas por Isaacman é o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, previsto para o final de 2026. O equipamento promete tem um campo de visão 100 vezes maior que o telescópio Hubble e uma taxa de varredura mil vezes superior. O fator pode ampliar a capacidade da agência de mapear o cosmos em busca de planetas habitáveis. 

Além disso, a Nasa, segundo o administrador, planeja transformar a Lua em um posto avançado de observação. A construção de uma base permanente no Polo Sul lunar deve permitir, no futuro, a instalação de telescópios na superfície lunar. Isso pode criar uma infraestrutura para auxiliar na busca pela vida fora da Terra.

Outro foco da agência para o futuro é a determinação de missões robóticas para explorar locais com potencial bioógico no sistema solar. Entre os projetos destacado por Isaacman estão a Missão Titã e a criação de uma sonda interplanetária. A missão Titã consiste no envio de um octacóptero movido a energia nuclear para explorar a lua de Saturno, Titã.

Já o segundo projeto, é uma sonda nuclear que passará por Marte e liberará uma série de helicópteros para investigações científicas. 

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Vida fora da Terra?

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou à CNN que as chances de existência de vida fora da Terra são “bastante altas”, ao comentar os objetivos da exploração espacial durante entrevista sobre a missão Artemis II.

Segundo ele, responder à pergunta sobre se a humanidade está sozinha no Universo é parte central do trabalho da agência. “Isso é inerente em cada um dos nossos esforços científicos”.

Estamos sozinhos? Eu diria que as chances de encontrarmos algo, em algum momento, são bem altas.


Jared Isaacman, administrador da Nasa

Isaacman ressaltou que, apesar de já ter ido ao espaço, não encontrou indícios de vida extraterrestre até agora. Ainda assim, destacou a dimensão do universo como um fator relevante para essa possibilidade. Ao mencionar a existência de trilhões de galáxias, ele indicou que o cenário amplia significativamente as chances de descoberta no futuro.

Durante a entrevista, o administrador também abordou aspectos operacionais da Artemis II, como o período de perda de comunicação durante o sobrevoo do lado oculto da Lua. Segundo ele, esse tipo de situação é considerado rotineiro em missões espaciais e não representa uma preocupação central para as equipes.

Outro ponto citado foi o funcionamento do banheiro na cápsula Orion. Isaacman afirmou que, historicamente, esse é um dos desafios mais persistentes em voos espaciais. “o banheiro funcionando é quase uma capacidade de recompensa”, disse, ao destacar que, mesmo com avanços tecnológicos, o sistema ainda exige soluções de contingência.

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